
Uma operação conjunta entre as policias de São José dos Campos e Pouso Alegre em Minas Gerais resultou na prisão, por cumprimento de sentença, do médico Gustavo André da Costa, condenado a 32 anos pelo assassinato da ex-mulher Jaqueline Barros. A ação aconteceu neste sábado (12) na cidade mineira. Além de Gustavo, a enfermeira Camila Faria Minamissawa também foi presa por participação no crime ocorrido em 2017, em São José.
Na sexta-feira (11) a Vara de Execuções Criminais de São José dos Campos, atendendo a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou a imediata prisão de Gustavo e Camila.
De acordo com o juiz Milton de Oliveira Sampaio Neto, o STF entendeu que mesmo que os indiciados tenham o direito de recorrer em outras instâncias na justiça, os mesmos devem cumprir a pena em regime fechado imediatamente.
Sabendo da residência fixa do acusado, a Polícia de São José entrou em contato com a Polícia Civil de Pouso Alegre e do estado de Minas Gerais, a fim de buscar apoio no cumprimento da determinação judicial.
A prisão aconteceu neste sábado (12) em Pouso Alegre. O médico, que já vinha sendo monitorado pela Justiça, foi preso ao sair de sua residência. Ele estava com a companheira Camila Faria Minamissawa que também estava condenada por participação no crime de homicídio contra Jaqueline Barros.
O Departamento de Homicídios de São José dos Campos, explica que antes da determinação de prisão imediata dos acusados pelo STF, eles cumpriam a pena em regime aberto, pois tinham conseguido a liberdade provisória na justiça.
Os acusados tinham medidas cautelares a cumprir dentre elas, de não deixar o local de residência fixa, mas segundo o Departamento, Gustavo e Camila chegaram a descumprir algumas das determinações impostas pelo judicário.
Relembre o caso
Jaqueline Barros tinha 28 anos e era ex-mulher de Gustavo, ela foi morta a tiros na loja em que trabalhava em 2017, localizada no bairro Jardim Esplanada, em São José dos Campos. Jaqueline e o ex-marido travavam uma disputa judicial, na qual ele foi condenado a pagar uma pensão alimentícia a ex-mulher.
Gustavo André da Costa chegou a ser preso e condenado, em setembro do ano passado, pela justiça a 32 anos e seis meses de prisão por mandar matar a ex-mulher. Na época, o magistrado entendeu que Gustavo encomendou e participou ativamente do crime, ao contratar o atirador na cidade de Campos do Jordão.
Os mais de 30 anos de prisão resultaram na soma da condenação por homicídio, cerca de 20 anos de prisão, além de crime torpe cometido contra mulher, porte ilegal e fornecimento de arma, falsificação e ocultação de crime.
Na ocasião, a companheira do médico, Camila Faria Minamissawa também foi condenada a 20 anos de prisão na soma total, sendo 16 pelo crime de homicídio e outros quatro anos por motivo torpe.