
Com 40 mortes confirmadas até o momento, as chuvas que atingiram municípios do Litoral Norte de São Paulo é uma das maiores tragédias já registradas. Foi também o maior acumulado de chuva que se tem registro no país, com 682 milímetros e causando um rastro incalculável de destruição no maior temporal da história do país.
O acumulado de chuva nas cidades do Litoral Norte paulista passou a ser o maior registrado no Brasil. Em 2022, Petrópolis (Rio de Janeiro) teve o acumulado de 530 milímetros de chuva em 24 horas. Antes, o maior índice havia sido registrado em Florianópolis (Santa Catarina), em 1991, com acumulado de 400 mm em apenas um dia.
São Sebastião foi um dos municípios mais afetados neste feriado prolongado de carnaval, com deslizamentos de encostas, alagamentos e bairros isolados devido à interdição de vias de acesso. O número de mortos já supera a tragédia de Franco da Rocha, em 2022, com o deslizamento que matou 18 pessoas. O acumulado de chuva naquela ocasião foi de 70 milímetros em 24 horas.
Na história de São Paulo, a maior tragédia ocorreu em 18 de março de 1967 no município de Caraguatatuba, quando as fortes chuvas causaram o desmoronamento de encostas e centenas de casas foram soterradas. Segundo a contagem feita na época, 487 pessoas morreram, mas estima-se que o número de óbitos tenha sido muito maior.
Acumulados de chuva – maior temporal da história
O acumulado de chuvas no final de semana, segundo a Defesa Civil, atingiram números impressionantes, principalmente na cidade de São Sebastião. A previsão de risco de temporal já havia sido anunciada tanto pela DC, quanto o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais):
São Sebastião: 649 mm.
Ilhabela: 346 mm.
Ubatuba: 342 mm.
Caraguatatuba: 234 mm.
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