
A primeira Avaliação de Densidade Larvária (ADL) de 2026 em São José dos Campos apontou redução nos índices de infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, em relação ao mesmo período do ano passado.
De acordo com os dados divulgados, o Índice Breteau (IB) caiu de 2,2 em janeiro de 2025 para 1,2 neste início de ano, o que representa diminuição de cerca de 45%. O indicador corresponde à quantidade de focos do mosquito encontrados a cada mil imóveis vistoriados — neste levantamento, foram 12 registros positivos.
A pesquisa inspecionou 17.709 imóveis distribuídos em 3.137 quarteirões, abrangendo as 42 áreas urbanas do município. Do total, 25 regiões foram classificadas como satisfatórias, com índice de até 0,99, enquanto 17 permaneceram em estado de alerta, com números entre 1 e 3,9.
Nenhuma área foi considerada em situação de risco, patamar acima de 3,9. O levantamento não inclui terrenos baldios, áreas verdes, praças nem imóveis desabitados.
Com base nos resultados, a administração municipal informou que ajusta as estratégias de combate conforme a realidade de cada região. Entre as ações estão visitas diárias de agentes de endemias, uso de drones para monitoramento, carro antidengue e a digitalização das inspeções por meio de tablets.
Além disso, a Operação Casa Limpa ocorre semanalmente em diferentes bairros, com recolhimento de materiais que podem acumular água e servir de criadouro para o mosquito da dengue.
Especialistas alertam que o período de calor e chuvas favorece a proliferação do Aedes aegypti, reforçando a importância de cuidados dentro das residências, como eliminar recipientes com água parada e manter reservatórios bem vedados. A população também é orientada a permitir o acesso dos agentes devidamente identificados.
No histórico de 2025, os índices variaram ao longo do ano: após o IB de 2,2 em janeiro, o município registrou 1,2 em maio, 0,3 em julho e 0,5 em outubro.
