Letícia Aguiar classifica denúncias de rachadinha como “calúnia e difamação”

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(Foto: Reprodução)

A deputada estadual Letícia Aguiar (PSL) classificou como “calúnia e difamação” as provas reunidas por ex-assessores e entregues ao Ministério Público a respeito de um suposto esquema de rachadinha existente no gabinete. As denúncias foram divulgadas pelo Jornal OVALE e, segundo a parlamentar, foram feitas “para tentar manchar o trabalho sério”.

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O jornal teve acesso a quatro materiais entregues pelos ex-servidores ao MP – dentre as provas, um vídeo gravado no escritório regional da deputada, em São José, em 21 de fevereiro deste ano, 11 dias após o órgão instaurar inquérito para apurar o caso.

O vídeo foi gravado por um assessor que recebia salário bruto de R$ 5.236,43, além de vale-alimentação e vale-refeição que juntos somavam mais R$ 1,679. Em diálogo com um assessor especial, ele dizia que o chefe de gabinete, Anderson Senna, havia combinado que poderia ficar com R$ 2 mil do salário líquido e com os benefícios de vales, repassando o restante à Senna.

Outros materiais que basearam a denúncia foram: uma conversa por telefone entre um assessor e Senna, onde o chefe de gabinete passaria no escritório da parlamentar, em São José, para “fazer aquele fechamento” [receber a rachadinha, quantia em dinheiro]; e um diálogo de um servidor com outras duas assessoras que também tinham que devolver parte da remuneração que recebiam.

CALÚNIA E DIFAMAÇÃO

Em nota encaminhada à CBN Vale a respeito do caso da rachadinha, Letícia disse que infelizmente é comum, às vésperas das eleições, “o surgimento de pessoas de conduta duvidosa que se aproximam com a finalidade de obtenção de alguma vantagem e de ganhar espaço político através da mídia e das redes sociais”.

A parlamentar afirmou que não tem absolutamente nada a esconder, e que todas as informações estão sendo prestadas ao Ministério Público, além de afirmar que segue todas as exigências da lei quanto a contratação ou substituição de assessores, cujo procedimento é público. Para ela, os vídeos e áudios são “montagens, trucagens, como um péssimo exemplo de política suja”, e que “a justiça será feita”, se referindo ao crime de denunciação caluniosa.