
A Justiça decretou a prisão preventiva de Wesley Sousa Ribeiro, de 31 anos, acusado de matar a motorista de ônibus Thalita Arantes de Lima, de 41 anos, em São José dos Campos. O juiz entendeu que a medida é necessária para garantir a ordem pública, preservar a investigação e assegurar o cumprimento da lei.
Na decisão, o magistrado Milton de Oliveira Sampaio Neto destacou que o feminicídio ocorreu em um contexto de violência doméstica e familiar. Além disso, ele apontou que o acusado já acumulava registros de agressões contra a vítima e descumpriu medidas protetivas concedidas anteriormente pela Justiça.
Segundo os autos, Wesley deixou São José dos Campos após o crime e passou por cidades dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Durante esse período, ele teria descartado a arma usada no assassinato e o celular da vítima. Também abandonou o carro de Thalita em outro estado. Por isso, o juiz considerou existir risco de tentativa de escapar da responsabilização criminal.
Além da prisão preventiva, a Justiça acolheu um pedido do Ministério Público para fixar uma indenização mínima de R$ 50 mil aos sucessores da vítima. No entanto, a definição final sobre o pagamento ocorrerá ao longo do processo.
Relembre o caso
Thalita Arantes de Lima, de 41 anos, desapareceu no dia 3 de maio. Dois dias depois, equipes encontraram o corpo dela dentro da casa onde morava, no bairro Majestic, na região leste de São José dos Campos.
Inicialmente, a polícia registrou a ocorrência como morte suspeita. Porém, exames realizados pelo Instituto Médico Legal identificaram ferimentos provocados por arma branca. Dessa forma, a investigação passou a tratar o caso como feminicídio.
Enquanto familiares e amigos buscavam informações sobre o paradeiro de Thalita, Wesley afirmava que também tentava contato com ela. Entretanto, o avanço das investigações levou os policiais até o suspeito. Pouco depois, equipes o localizaram e prenderam em Aparecida.
Durante o interrogatório, Wesley confessou o crime, segundo a Polícia Civil. De acordo com a investigação, Thalita sofreu 13 golpes de faca e apresentou sinais de defesa. Além disso, os investigadores confirmaram que ela possuía medidas protetivas em vigor contra o companheiro.
Os autos também apontam episódios anteriores de violência. Em um deles, Wesley teria causado a fratura de um dedo da vítima. Em outro relato, citado pela Justiça, Thalita contou a pessoas próximas que acordou durante a madrugada e encontrou o companheiro segurando uma faca enquanto fazia ameaças.
Agora, Wesley permanece preso à disposição da Justiça. Enquanto isso, a Polícia Civil conclui as diligências do inquérito e encaminha o caso para as próximas etapas do processo criminal.
