
A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, anunciou nesta quinta-feira (19) – ainda noite de quarta-feira (18) no Brasil – que deverá renunciar até o começo de fevereiro, e por conta disso, não deverá se candidatar à reeleição do pleito marcado para outubro deste ano, mesmo assim, afirmou que acredita que o Partido Trabalhista da Nova Zelândia vencerá as eleições.
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Jacinda, de 42 anos disse que o tempo em que ela esteve no cargo (quase seis anos) foram desafiadores e cobraram um preço, e que não possui mais combustível para seguir na carreira.
“Embora eu não vá disputar a eleição, sei que as questões que mais afetam os neozelandeses continuarão sendo o foco do governo durante este ano e nas eleições”, disse Ardern.
Após o anúncio de que não seguirá mais no cargo, o cronograma até o desligamento da política é:
- Até o dia 7 de fevereiro, Jacinda deixará o cargo de líder do Partido Trabalhista;
- Até Outubro, os membros do Partido Trabalhista da Nova Zelândia vão votar para escolher um novo líder, que ocupará o cargo de primeiro-ministro do país;
- Ainda em outubro, ocorrem as eleições gerais para o Parlamento.
De acordo com a emissora BBC, Jacinda foi vitoriosa em duas eleições no país. Na primeira vez, em 2017, ela tinha 37 anos e se tornou a mais jovem líder de um país, sendo que a última vitória foi em 2020.
Líder no combate à covid-19
Desde o início da crise do novo coronavírus, a Nova Zelândia era citada como referência no combate à pandemia. Em julho de 2020, o diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom, chegou a dizer que o país, liderado por Jacinda Ardern, havia dado uma resposta “bem-sucedida” à população e mostrado que a covid podia ser superada.
Desde o início da pandemia, em 2020, a Nova Zelândia teve um total de 2,16 milhão de casos de covid-19. As mortes são 2.437 até domingo (18/01/23), segundo dados do Johns Hopkins University
