
A Prefeitura de Jacareí estima que o estoque de medicamentos do ‘Kit Intubação’, para pacientes diagnosticados com Covid-19 e que são atendidos na rede de saúde municipal deva acabar no fim desta quinta-feira (1º). A situação delicada na cidade já foi comunicada à Diretoria Regional de Saúde, que prevê enviar uma remessa ainda hoje.
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De acordo com a Secretaria de Saúde de Jacareí, a solicitação foi feita com caráter de urgência. Este ‘kit’ é formado por medicamentos essenciais à realização da intubação orotraqueal dos pacientes diagnosticados com o coronavírus. Propagado informalmente, o ‘kit’ também é utilizado no pós-procedimento, já que os enfermos necessitam dos medicamentos para permaecer em sedação contínua (coma induzido).
Segundo a pasta jacareiense, os medicamentos utilizados não possuem quantidade padrão para cada paciente, pois varia de acordo com o peso e a necessidade da pessoa. Desta forma, nem sempre a previsão de duração do estoque dos medicamentos é exata.
Outro lado
Em nota encaminhada à CBN Vale, a Secretaria de Estado da Saúde tem cobrado constantemente medidas urgentes ao Ministério da Saúde para auxílio no fornecimento de medicamentos para intubação. De acordo com a pasta, o Governo Federal liberou somente 65.770 ampolas de neurobloqueadores e anestésicos, o que corresponde a apenas 1,9% do que é preciso para atender a demanda mensal da rede pública de saúde do Estado, de 3,5 milhões de ampolas.
A quantidade, segundo a Secretaria, equivale à necessidade para consumo por cerca de 12 horas na rede pública de saúde. Para diversos itens, o saldo proporcional de São Paulo se esgotou na primeira quinzena de março. O Ministério também havia sinalizado que entregaria 258.874 ampolas, mas a quantidade recebida representa somente 25,4% da quantidade prometida. Entre os medicamentos enviados em quantidade parcial, estão atracúrio, cistracúrio e midazolan.
A pasta informou, ainda, que Secretaria tem enviado ofícios e participado de reuniões com representantes federais, apresentado propostas como realização de acordos com farmacêuticas, aquisição estratégica internacional, monitoramento diário da demanda (pois atualmente isso ainda ocorre semanalmente pelo governo federal), além de pleitear a ampliação da disponibilidade de compra por ata federal, atualmente restrita a 60 dias de consumo.