
A Polícia Civil prendeu nesta quarta-feira (8), em Santos, no Litoral Sul de São Paulo, um homem de 27 anos, suspeito de aplicar golpes financeiros em mulheres por meio de relacionamentos amorosos.
Ele foi detido por equipes da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), do DEIC de Santos, após investigações da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Caraguatatuba, no Litoral Norte.
De acordo com o boletim de ocorrência, o suspeito manteve um relacionamento de cerca de dez meses com uma arquiteta de 31 anos e a convenceu a investir em supostos negócios e criptomoedas. A vítima realizou dezenas de transferências bancárias e permitiu o uso de seu cartão de crédito, acumulando assim um prejuízo de mais de R$ 100 mil.
A farsa veio à tona após a mulher descobrir que o namorado havia sido apontado como autor de um furto contra a própria tia dela, em outro registro policial. Ao ser confrontado, ele desapareceu e passou a ameaçar a vítima por mensagens, o que levou à solicitação de medidas protetivas com base na Lei Maria da Penha.
Diante das denúncias, a Justiça de Caraguatatuba expediu um mandado de prisão preventiva, cumprido pela 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), do DEIC de Santos, na noite desta quarta-feira (8). Durante a abordagem, os policiais apreenderam celulares, cartões bancários e uma carteira falsificada.
Segundo a Polícia Civil, o homem usava redes sociais e aplicativos de relacionamento para se aproximar de mulheres jovens e bem-sucedidas, apresentando-se como médico, investidor, fazendeiro ou herdeiro. Depois de conquistar a confiança das vítimas, ele passava a pedir transferências e valores sob o pretexto de investimentos ou emergências pessoais. O suspeito já foi denunciado em mais de 50 processos e há relatos de prejuízos superiores a R$ 100 mil por vítima.
Após a prisão, ele foi encaminhado à cadeia anexa ao 5º Distrito Policial de Santos, onde aguardará audiência de custódia. O investigado se recusou a assinar o mandado de prisão.
A Polícia Civil segue apurando a existência de novas vítimas e orienta que mulheres que tenham sido alvo de golpes semelhantes procurem uma delegacia ou façam registro eletrônico.
