Início de ano é ideal para implantar inovação e planejamento estratégico

loja de roupas com clientes circulando, gaiolas com peças de vestuário; empresas podem aproveitar início de ano para implantar inovação e planejamento estratégico
(Foto: Reprodução/Unsplash/Início de ano é ideal para implantar inovação e planejamento estratégico)

Inovação e planejamento estratégico são essenciais à empresa. Ao contrário do que muita gente pensa, até mesmo da área de negócios, não é só moda do momento, não, mas bem mais do que isso.

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Inovação deve ser vista com a mesma importância que outras áreas fundamentais das organizações e tratada de forma estratégica, principalmente porque seus maiores resultados podem estar no longo prazo. É sobre isso que o professor Agliberto Chagas fala na CBN 1ª edição desta terça-feira (3).

“No ano novo, as empresas procuram fazer planejamento estratégico, desenvolver seus planos para atingir metas e desenvolver seu caixa ao longo do ano. É hora de organizar equipes, projetos, o que está na gaveta; buscar informações e fazer parcerias”, disse o professor.

Para a empresa implantar conceito de inovação na prática, tem que ter cultura organizacional. Essa cultura depende basicamente de decisão, a decisão, entre os responsáveis pela empresa, de se implantar a mudança. A inovação é aplicada de cima para baixo, isto é, começa entre a liderança e se espalha pelo corpo da empresa até chegar ao nível mais básico.

Itens fundamentais à inovação e planejamento estratégico

Quando falamos de planejamento estratégico, devemos considerar três itens cruciais. “Precisa estar em dia com recursos humanos (pode ser com parcerias, caso você não disponha de um profissional específico), processos (quanto mais processos numa empresa, mais burocracia, mas a inovação precisa de tempo de resposta), e valores. Esses três fatores são fundamentais para incorporar ao planejamento estratégico”, acrescentou.

O conceito de inovação não se aplica apenas à tecnologia, mas a canais de venda, maneira de fazer as coisas e muitos outros aspectos. “Veja O Walmart, por exemplo, em vez de comprar do fornecedor, começou a financiar o produtor. O Walmart escolhe o proprietário de terra, a semente, o agrônomo. Dá dinheiro ao produtor, que colhe, e escolhe onde colocar o produto, enfim, escolhe tudo até o produto final chegar à gôndola. Assim, a marca quebra os atravessadores de todas as etapas da corrente. Fica mais competitivo em relação aos outros, que costumam fazer tudo igual”.

“Às vezes, uma empresa quer fazer uma coisa, mas tem uma startup que já faz aquilo, só que não tem canal de venda, por exemplo. Então, vale a pena considerar se juntar a ela. Há casos em que a solução está no óbvio”, concluiu o professor.

* Este conteúdo não reflete, necessariamente, a opinião da CBN Vale São José dos Campos.

Ouça o podcast completo com Agliberto Chagas: