
Um homem de 34 anos foi preso em flagrante na noite desta terça-feira (23) suspeito de tentativa de feminicídio, lesão corporal, ameaça e violência doméstica contra a companheira, uma mulher de 35 anos, em Caraguatatuba, no Litoral Norte de São Paulo.
De acordo com a Polícia Militar, a equipe foi acionada pelo COPOM após a vítima relatar que o companheiro estaria armado em um bar, na região do bairro Pegorelli, e que já havia tentado matá-la anteriormente. O suspeito foi localizado e abordado em via pública, mas nenhuma arma foi encontrada com ele naquele momento.
Na delegacia, a vítima relatou que, horas antes, o casal estava em um rancho localizado na Estrada do Rio Claro, onde ambos teriam feito uso de cocaína. Segundo o depoimento, após o consumo da droga, o homem passou a apresentar comportamento agressivo, dizendo estar tendo alucinações, e retornou ao local portando um revólver, com o qual teria tentado efetuar disparos contra a mulher. Os tiros não aconteceram devido a uma falha na arma, segundo a vítima.
Ainda conforme o relato, a mulher foi agredida fisicamente, sofreu coronhadas na cabeça, apresentou lesões nos braços, pernas e tórax, além da perda de dois dentes, em decorrência das agressões. Ela também apresentou à polícia uma imagem no celular que mostraria a arma supostamente utilizada pelo agressor. O revólver, no entanto, não foi localizado.
O suspeito negou as acusações durante o interrogatório, afirmando que a companheira estaria mentindo para prejudicá-lo. Apesar disso, o delegado responsável entendeu que havia indícios suficientes de autoria e materialidade, especialmente diante do depoimento da vítima e das declarações dos policiais militares.
Diante dos fatos, foi decretada a prisão em flagrante, com enquadramento nos crimes de violência doméstica, ameaça, lesão corporal e tentativa de homicídio qualificado por feminicídio. Um telefone celular do indiciado foi apreendido para investigação.
A ocorrência foi registrada no 1º Distrito Policial de Caraguatatuba, onde foi instaurado inquérito policial. A vítima foi orientada sobre os direitos previstos na Lei Maria da Penha, incluindo a possibilidade de solicitar medidas protetivas de urgência. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.