
Um homem foi condenado pelo Tribunal do Júri de Caraguatatuba a mais de 35 anos de prisão por homicídio qualificado e outros crimes cometidos contra sua ex-companheira e um homem que estava na casa dela.
A decisão foi tomada na última sexta-feira (24), e acolheu integralmente a tese apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), representada pelo promotor de Justiça Renato Queiroz de Lima.
O réu recebeu pena de 32 anos e 11 meses de reclusão em regime fechado pelo homicídio triplamente qualificado — por motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima — e outros 2 anos e 9 meses em regime semiaberto por crimes de violação de domicílio, lesão corporal, furto, constrangimento ilegal e perseguição.
De acordo com a denúncia, o crime ocorreu em 31 de outubro de 2022, no bairro Perequê-Mirim. O acusado invadiu a casa da ex-companheira, com quem havia mantido um relacionamento marcado por agressões e ameaças, conforme boletins de ocorrência anteriores.
Na ocasião, ele agrediu a mulher com um soco no rosto e atacou um homem que dormia na residência. A vítima foi golpeada com um pedaço de madeira, ficou desacordada e, em seguida, teve os órgãos genitais mutilados — ferimentos que causaram uma hemorragia fatal.
Após o crime, o agressor ainda perseguiu a ex-companheira, que havia se escondido na casa de uma vizinha, e a obrigou a acompanhá-lo durante a fuga.
Segundo o MPSP, o réu cometeu os crimes motivado por sentimento de posse e ciúmes, acreditando que a ex-companheira mantinha um relacionamento com o homem morto no homicídio.