
A CPI dos Atos Golpistas ouve nesta quinta-feira (17) o Walter Delgatti Neto, hacker envolvido na invasão de celulares de autoridades e pela invasão a sistemas de Justiça. Delgatti ficou conhecido em 2019 por ter invadido celulares e vazado mensagens atribuídas a Sergio Moro e a integrantes da Operação Lava Jato.
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Em seu depoimento, o hacker disse que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) assegurou que concederia um indulto a ele, caso fosse preso ou condenado pela atuação envolvendo as urnas eletrônicas.
Segundo Delgatti, a promessa foi feita durante reunião no Palácio da Alvorada, antes das eleições do ano passado, tendo como exemplo, o perdão concedido ao ex-deputado federal Daniel Silveira (PTB), que recebeu de Bolsonaro o indulto da graça, mas que foi revogado pelo STF (Supremo Tribunal Federal), em maio deste ano.
“Sim, recebi. Inclusive, a ideia ali era que eu receberia um indulto do presidente. Ele havia concedido um indulto a um deputado federal. E como eu estava com o processo da Spoofing à época, e com as cautelares que me proibiam de acessar a internet e trabalhar, eu visava a esse indulto. E foi oferecido no dia.”
No início deste mês, o hacker voltou a ser preso pela invasão de sistemas da Justiça para inclusão de mandado falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF. Em depoimento à Polícia Federal, nessa quarta-feira (16), Delgatti disse que recebeu R$ 40 mil da deputada Carla Zambelli (PL) para fazer o serviço.
Ameaça de morte
Delgatti negou ter recebido ameaças de morte, após ser questionado pelos parlamentares, por conta de suas atividades de hacker contra autoridades, no entanto, ele afirmou que o seu advogado de defesa, Ariovaldo Moreira, foi vítima de ameças em mensagens de WhatsApp.
O depoimento de Walter Delgatti Neto continua na comissão parlamentar mista de inquérito. O depoente está preso desde 2 de agosto em Araraquara (SP), investigado por invadir e inserir documentos falsos no sistema do CNJ.
*Com informações da Agência Senado