
Depois de disputar as eleições para presidente da República em 2018 e o segundo turno da sucessão municipal na cidade de São Paulo em 2020, Guilherme Boulos, professor e coordenador nacional do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), afirma que está descontente com a atuação da atual gestão da capital e, por isso, está compondo uma base aliada para criar a unidade do campo progressista para lançar um candidato único contra o atual governo. A informação de sua pré-candidatura foi confirmada durante entrevista à CBN Vale.
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Durante sua justificativa sobre disputar a próxima eleição, o político também criticou as obras inacabadas no Estado, principalmente a duplicação da Rodovia dos Tamoios, que liga o Vale do Paraíba ao litoral norte. Iniciada em maio de 2012, a obra foi dividida em três partes. E, nelas, o atraso foi um ponto em comum. Atualmente, a mais avançada é a da nova pista da serra, que está com 90% do seu andamento concluído e tem previsão de término no mês de fevereiro de 2022.
Questionado sobre o atual governo, Boulos diz que o maior responsável pelos altos índices de mortalidade no país é o governo federal e que se não houver percalços durante a CPI da Covid-19, o presidente da república poderá ser responsabilizado.(Ouça a reportagem ao final do texto)
Guilherme Boulos também reprovou atitudes do governo. Em abril a Polícia Federal o intimou a prestar depoimento em um inquérito que investiga uma postagem feita no Twitter, a qual critica o presidente da República, Jair Bolsonaro. Para ele é falta de democracia e liberdade de expressão.
A bancada do Psol na Câmara enviará uma representação à Procuradoria da República no Distrito Federal contra o presidente da Funai, Marcelo Xavier, e o delegado da Polícia Federal Francisco Vicente Badenes Junior por causa de inquéritos que também foram abertos contra os líderes indígenas Sonia Guajajara e Almir Suruí.
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