
Os trabalhadores da unidade da Gerdau, em Pindamonhangaba, paralisaram suas atividades na manhã desta segunda-feira (15) em protesto contra o anúncio de encerramento de um setor da fábrica e consequentes demissões em massa. A greve foi iniciada por volta das 9h40, após assembleia organizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos.
Segundo informações do sindicato, a empresa confirmou que pretende encerrar, até o fim do ano, as operações do setor de cilindros, responsável pela produção de peças destinadas a fábricas que realizam o processo de laminação. Com isso, cerca de 400 trabalhadores correm o risco de perder seus postos de trabalho.
A unidade de Pindamonhangaba é especializada na produção de aços especiais voltados para o setor automotivo. Apesar da relevância da fábrica, a direção da companhia teria alegado falta de “margens de lucro adequadas” para justificar a decisão de encerrar essa atividade.
O sindicato, por sua vez, defende alternativas que possam evitar as demissões, como o remanejamento dos funcionários para outros setores da empresa ou a manutenção dos postos de trabalho em condições negociadas. O presidente da entidade André Oliveira, destacou que o problema não se trata de uma crise estrutural ou de inviabilidade financeira da fábrica, mas de uma escolha estratégica da companhia.
Segundo Oliveira, a produção do setor de cilindros vem sendo realizada em níveis reduzidos, mas não está paralisada. Ele criticou o fato de a decisão ter sido comunicada justamente no período de campanha salarial, sem abertura para discutir propostas como o “Plano Brasil Soberano”, que busca enfrentar os altos custos de energia no setor industrial.
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