
O governo do Estado de São Paulo emitiu uma recomendação para que banhistas evitem banho de mar por até 24 horas após chuvas intensas. A medida visa prevenir a exposição à água contaminada, que pode causar uma série de doenças, incluindo gastroenterites, infecções de pele e conjuntivite. Segundo especialistas, os principais sintomas dessas condições incluem diarreia, vômitos, dores abdominais e irritações na pele e nos olhos. O alerta vem após um surto de virose registrado em praias paulistas nas últimas semanas.
De acordo com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente, chuvas intensas arrastam para o mar uma grande quantidade de resíduos urbanos e esgotos, elevando significativamente os níveis de poluição. “A água pode conter bactérias, vírus e outros microrganismos que representam um risco direto à saúde dos banhistas”, afirmou o infectologista Ricardo Mendonça. Ele explica que o intervalo de 24 horas permite que as correntes marítimas reduzam os níveis de contaminação, diminuindo os riscos.
As praias urbanizadas da Baixada Santista, como Santos, Guarujá e Praia Grande, estão entre as mais vulneráveis a esse tipo de problema. Segundo a Secretaria do Meio Ambiente, o monitoramento da qualidade da água nessas regiões é intensificado durante o verão, período em que o fluxo de banhistas aumenta significativamente e as chuvas são mais frequentes. “O descarte correto de resíduos é essencial para minimizar os impactos ambientais e reduzir os riscos à saúde da população”, destacou a secretaria em nota.
Prevenção contra doenças de verão
Com as altas temperaturas e o aumento de atividades ao ar livre, o Governo de São Paulo também monitora, por meio da Secretaria de Estado da Saúde, o crescimento de casos de Doença de Transmissão Alimentar (DTA). A orientação é que a população redobre os cuidados com a higiene pessoal e observe atentamente as condições sanitárias de bares e restaurantes.
Além disso, recomenda-se que os banhistas levem em consideração fatores como a limpeza da água e das areias das praias, bem como o consumo de alimentos adequadamente conservados. “Essas medidas são cruciais para evitar episódios de gastroenterite, que são comuns em períodos de calor intenso e maior exposição a ambientes com condições sanitárias precárias”, reforça a Pasta.