Governo Federal lança o aplicativo ‘Celular Seguro’; Saiba como vai funcionar

mão segundo aparelho celular com o logo e marca Celular Seguro
(Foto: Divulgação/Celular Seguro)

O governo federal lança, nesta terça-feira (19/12), o aplicativo “Celular Seguro” em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O objetivo da nova plataforma é simplificar o processo de registro de ocorrências e o bloqueio de aparelhos após furtos ou roubos.

Ricardo Capelli, secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, forneceu detalhes sobre a plataforma em uma entrevista ao Jornal da CBN. O aplicativo ‘Celular Seguro’ estará disponível gratuitamente para smartphones Android e iPhones a partir de amanhã (20).

Capelli destacou que a principal vantagem do novo sistema é a mudança na experiência de quem teve o aparelho roubado ou furtado. Anteriormente, as vítimas muitas vezes passavam horas em filas de bancos ou ao telefone para denunciar o caso e conseguir o bloqueio da linha.

Com o novo sistema, os celulares roubados serão transformados “em um pedaço de metal sem valor” após o bloqueio. “Com apenas um clique, a vítima enviará um aviso simultaneamente para a Anatel, para os bancos, para as operadoras de telefonia e para os demais aplicativos”, afirmou Capelli.

Como funciona?

Para usar o aplicativo, o usuário deve cadastrar o número do celular e os dados dos contatos de confiança. O bloqueio é efetuado após o usuário se cadastrar, usando sua conta gov.br para os três níveis: Ouro, Prata e Bronze. Assim, tanto as operadoras de telefonia quanto os bancos serão informados do incidente e bloquearão os dados do usuário.

Após a conclusão da solicitação, a Anatel bloqueará o celular em até 24 horas, enquanto os bancos poderão bloquear as contas dos clientes em até 10 minutos.

Além disso, as operadoras de telefonia deverão bloquear, até o dia 9 de fevereiro, não apenas o aparelho, mas também as linhas telefônicas dos clientes afetados. Isso é para evitar que alguém retire o chip do celular furtado para usar a linha em outro aparelho.

Empresas de viagens por aplicativos e de entrega de comida, como iFood, Uber, 99, entre outros, que possuem os dados do cartão de crédito do cliente registrados no aparelho, também assinarão o acordo hoje (19). Eles anunciarão ainda hoje quando começarão a bloquear os celulares de seus registros em caso de roubo ou furto.

A medida tem como objetivo “desestimular o roubo e o furto, uma vez que o ladrão, que roubar ou furtar, o aparelho e os aplicativos estarão bloqueados, e desestimula também a receptação”, concluiu Capelli.