
Os trabalhadores da General Motors em São José dos Campos irão votar, nesta quarta-feira (4), a proposta final da empresa para um Plano de Demissão Voluntária (PDV) e uma indenização associada a uma cláusula de transação. A iniciativa foi apresentada após negociações entre a montadora e o Sindicato dos Metalúrgicos da região.
A votação ocorrerá em três turnos, com urnas disponíveis das 4h30 às 7h30 e das 13h30 às 15h30. A apuração dos votos será feita logo após o encerramento da última sessão. De acordo com a GM, a proposta tem como objetivo reduzir riscos operacionais e garantir a sustentabilidade da planta no município. Por isso, a empresa considera a aprovação essencial para manter a competitividade da unidade frente a outras fábricas.
Apesar das negociações, não houve consenso com o sindicato, que se posicionou contra o acordo. No entanto, a GM informou que não há margem para novas mudanças e classificou esta como a proposta final.
O que está sendo proposto
A proposta é dividida em duas fases. A primeira contempla empregados horistas da operação de manufatura, sem limitação laboral, admitidos antes de 1º de março de 2019. Esses trabalhadores terão direito a:
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Indenização de 40% do salário multiplicado pelo número de anos até completarem 55 anos, ou conforme prazo de aposentadoria indicado no aplicativo Meu INSS;
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PDV com benefícios como sete salários, um carro Onix Hatch 1.0 ou R$ 85 mil em dinheiro, além de 24 meses de plano médico gratuito (ou R$ 48 mil, caso não opte pelo plano).
Além disso, para cada adesão ao PDV nessa fase, um empregado contratado por prazo determinado será efetivado.
A segunda fase será acionada se houver pelo menos 520 adesões na primeira etapa até o dia 9 de junho. Nesse caso, será aberto um PDV voltado para trabalhadores com limitação laboral e carta de concessão do benefício B94. Ainda nesta etapa, os contratos temporários restantes serão renovados por mais um ano.
Impacto para todos os trabalhadores – Indenização
A GM afirma que a proposta não trata apenas de valores, mas de um compromisso com o futuro da fábrica. Segundo a empresa, a aprovação ajudará a manter empregos, atrair novos projetos e fortalecer a operação local. Mesmo os funcionários admitidos após 2019, que não estão diretamente incluídos na proposta, podem se beneficiar com a estabilidade do complexo.
A empresa também destaca que está disponível para esclarecer dúvidas por meio dos líderes e do setor de Recursos Humanos. O prazo para decisão vai até 3 de junho, e após essa data não será mais possível implementar todas as etapas previstas.A GM reforçou ainda, que a escolha coletiva poderá contribuir para manter a fábrica ativa e competitiva.
