GM e Chery contratam 470 funcionários em meio a pandemia; novas admissões devem ocorrer no setor

(Foto: Divulgação/General Motors)

A General Motors e a Caoa Chery – duas montadoras multinacionais presentes nas cidades de São José dos Campos e Jacareí – contrataram, mesmo em meio a pandemia da Covid-19, 470 novos funcionários para a produção de veículos. A informação é do Sindicato dos Metalúrgicos, que se reuniu com representantes das fábricas para discutir a vinda de novos investimentos ao Vale do Paraíba.

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A GM garantiu na conversa que trará novos investimentos para a fábrica de São José. A previsão é de que a conclusão dos investimentos aconteça em 2023. De acordo com a empresa, há perspectivas de aumento de produção e novas contratações neste período. Em 2021, já foram admitidos 400 trabalhadores, e há a possibilidade de que outras 200 pessoas passem a integrar a produção da GM.

A unidade joseense produz os modelos S10 e Traillblazer, e possui cerca de 3,8 mil funcionários. Em 2019, os funcionários da GM aprovaram um acordo em que a montadora se comprometia a trazer investimentos de pelo menos R$ 5 bilhões à fabrica de São José dos Campos, e dessa forma, a manter o complexo na cidade.

Já a Caoa Chery, montadora instalada em Jacareí, contratou na última semana cerca de 70 funcionários e informou que novas admissões poderão acontecer. A fábrica chinesa iniciou recentemente a produção do modelo Tiggo 3X, e segue produzindo os modelos Arrizo 6 e Tiggo 2.

A CBN Vale conversou com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Weller Gonçalves, que celebrou os anúncios, mas não dispensou a cobrança pela manutenção dos empregos e melhores condições salariais.

Ford

A fábrica da Ford, em Taubaté, vive suas últimas semanas de atuação antes do encerramento total das atividades, previsto para o fim de julho. Até maio, cerca de 60 funcionários seguiam trabalhando na unidade. Outros 770 trabalhadores já foram desligados após o anúncio da saída da montadora do Brasil, em 11 de janeiro.

A planta de Taubaté vive o processo de descomissionamento, onde máquinas e equipamentos da fábrica são desligados. A atividade segue o cronograma do Plano de Demissão Incentivada (PDI), aprovado pelos trabalhadores no mês de abril.

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