
Uma jovem gestante de 22 anos, identificada como Nathalia Cristina de Assunção da Paixão, foi diagnosticada com a síndrome de Guillain-Barré em Caraguatatuba, no Litoral Norte de São Paulo. A doença rara e grave, conforme informado pelo Ministério da Saúde, apresenta uma incidência anual de um a quatro casos por 100 mil habitantes.
Nathalia, que está grávida de cinco meses, começou a sentir dores na perna na semana passada. Após ser atendida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), foi encaminhada e internada na Casa de Saúde Stella Maris, onde recebeu atendimento de uma equipe multidisciplinar composta por infectologista, neurologista e ginecologista obstetra.
Devido à gravidade do quadro, a paciente foi cadastrada no sistema CROSS (Central de Regulação de Oferta de Serviços da Saúde), para transferência para uma unidade especializada. A família buscou ajuda judicial, conseguindo uma ordem para a transferência de Nathalia para o Hospital da Mulher Professor Doutor José Aristodemo Pinotti, em Campinas, no sábado (25).
A Prefeitura de Caraguatatuba informou que acompanha o caso de perto, destacando a “rápida resposta dos serviços de saúde locais” e a importância de um tratamento especializado para garantir a melhor assistência à paciente e ao bebê.
Síndrome rara – síndrome de Guillain-Barré
A síndrome de Guillain-Barré é um distúrbio raro onde o próprio sistema imunológico ataca os nervos do corpo. Em vez de proteger, ele começa a causar danos, afetando os nervos que ligam o cérebro ao resto do corpo. Essa condição, frequentemente provocada por uma infecção anterior, pode levar à fraqueza muscular e até à perda de reflexos.
As infecções que podem desencadear Guillain-Barré são diversas, mas a mais comum é a causada pela bactéria Campylobacter, que costuma causar diarreia. Apesar de ser uma síndrome rara, com apenas 1 a 4 casos a cada 100.000 pessoas por ano, ela afeta principalmente jovens entre 20 e 40 anos.
Os sintomas começam com fraqueza e formigamento nas pernas, que podem se espalhar para a parte superior do corpo e braços, exigindo atenção médica imediata. Por isso, qualquer sinal de fraqueza muscular repentina deve ser levado a sério e avaliado por um profissional de saúde.
Embora a síndrome seja grave, o tratamento especializado pode ajudar na recuperação. Com o diagnóstico precoce e cuidados médicos adequados, muitos pacientes conseguem se recuperar completamente.