
A Gestamp anunciou que está com excedente de 200 funcionários e tenta negociar com o Sindicato dos Metalúrgicos a viabilidade de um layoff e utilização do banco de horas para a manutenção dos postos de trabalho. A unidade de Taubaté fornece autopeças para as montadoras Volksvagen e GM, no Vale do Paraíba, e também para outras, como Toyota, Nissan, Honda e Fiat.
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O motivo do excedente, segundo o Sindicato, se dá pelas paradas na produção das montadoras, que vivem globalmente a ausência de semicondutores, matéria prima para produção de chips utilizados na montagem dos veículos. Devido a redução na montagem de veículos por conta desta falta, a empresa, que conta com 1,2 mil trabalhadores, vive ociosidade de um turno, que representa justamente essas 200 pessoas.
O assunto foi discutido em plenária no Sindicato com os trabalhadores e foi aprovado que a entidade busque, junto à empresa, alternativas para tentar evitar demissões. A determinação sobre o excedente, segundo o Sindmetau, veio da direção mundial da Gestamp, na Espanha, o que dificulta as negociações.
Em 29 de outubro, os metalúrgicos da General Motors de São José dos Campos aprovaram em assembleia a proposta de acordo para implantação de layoff na fábrica. Com isso, o segundo turno da produção da picape S10 e o contrato de 700 trabalhadores serão suspensos a partir do dia 8 de novembro. A previsão é que o layoff tenha duração de dois a cinco meses, podendo ser prorrogado por mais cinco se persistir a falta de semicondutores.
ESTABILIDADE
Também por exigência dos trabalhadores, foi conquistada a efetivação de 300 temporários. Sem o acordo, eles teriam seus contratos encerrados nos próximos meses. Durante o período de suspensão, será garantido 100% do salário líquido e o pagamento do FGTS.
O regime de layoff prevê que uma parte dos salários seja paga com recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). A fábrica de São José dos Campos possui 3.800 trabalhadores e produz os modelos S10 e Trailblazer.
