
O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin assinou sua ficha de filiação ao PSB, na manhã desta quarta-feira (23), na sede da Fundação João Mangabeira, em Brasília.
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Alckmin não confirmou que será o candidato a vice de Lula nas eleições presidenciais, mas fez diversos elogios ao ex-presidente. Para o ex-governador de São Paulo, Lula “é quem melhor reflete a esperança do povo brasileiro e que ele é fruto da democracia”.
Ele fez questão de lembrar que, mesmo quando foram adversários políticos, os dois nunca colocaram em risco as questões democráticas, e parabenizou a decisão do PSB em apoiar a candidatura do petista à presidência da república.
“Não tenho dúvida de que o presidente Lula, se Deus quiser, eleito, vai reinserir o Brasil no cenário mundial, vai alargar o horizonte do desenvolvimento econômico e vai diminuir essa triste diferença social que nós temos no país“.
Sobre Marcio França, pré-candidato ao governo de São Paulo, Alckmin disse que o colega tem todas as condições para ser governador, já que possui uma boa pontuação nas pesquisas eleitorais, mesmo assim, disse que a eleição ainda está longe.
O evento contou com a presença do presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, do presidente da Fundação João Mangabeira, o pré-candidato ao governo de São Paulo, Márcio França, dos governadores Flávio Dino (MA), Paulo Câmara (PE), Renato Casagrande (ES) e João Azevedo (PB), e de outras lideranças nacionais do partido.
Também assinaram ficha de filiação o senador catarinense Dário Berger e o vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão, e demais lideranças.
Em seu discurso, Alckmin comentou a história do PSB, e fez referências positivas ao ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que morreu em agosto de 2014 em um acidente aéreo.
Candidatura única entre PT e PSBO ex-governador disse que agora começará a viajar pelo país para conversar e convencer os eleitores sobre o que ele chamou de “riscos que o país está correndo”, em referência aos ataque à democracia.
Sobre qual será o seu papel no governo Lula, caso confirme ser o candidato a vice na aliança com o PT, Alckmin disse que agora é hora da tarefa partidária, de buscar entendimento em locais pelo Brasil que vão disputar juntos as eleições, e que em outros locais, os candidatos podem disputar, legitimamente entre si, e disse que “campanha não neste momento, é o momento de reduzir o ódio e a intolerância”.
Geraldo Alckmin também afirmou que não há uma data definida para conversar com o ex-presidente Lula para a confirmação da chapa e se realmente será candidato a vice-presidente, e que essas questões deverão ser tomas em julho, na convenção nacional do PSD.