
A gasolina vendida nos postos de todo o país passa a contar, a partir deste sábado (1º), com 32% de etanol anidro na mistura. O percentual obrigatório, que antes era de 30%, foi elevado por decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
A medida terá validade inicial de 180 dias, com possibilidade de prorrogação pelo mesmo período. Segundo o governo federal, o objetivo é reduzir a dependência das importações de gasolina, ampliar o uso de biocombustíveis produzidos no Brasil e minimizar os impactos da alta do petróleo no mercado internacional.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que a mudança pode reduzir o preço da gasolina em cerca de R$ 0,03 por litro. No entanto, especialistas avaliam que o principal efeito deve ser a estabilidade dos preços, evitando novos aumentos.
De acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina no país é de R$ 6,56 por litro.
Críticas
A medida recebeu críticas de representantes do setor de combustíveis. Outra preocupação envolve veículos movidos exclusivamente a gasolina, principalmente os mais antigos, onde parte da indústria teme possíveis impactos mecânicos nesses automóveis.
O governo afirma, porém, que a mudança foi baseada em estudos realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), coordenados pelo Comitê Técnico Permanente do Combustível do Futuro. Os testes foram feitos em carros e motocicletas movidos apenas a gasolina e, segundo o Ministério de Minas e Energia, não identificaram impactos relevantes no desempenho ou na dirigibilidade.
Este é o segundo aumento consecutivo no percentual obrigatório de etanol anidro na gasolina. Em junho de 2025, a mistura havia passado de 27% para 30%, após testes que apontaram viabilidade técnica para a alteração.
