Garçom precisa fazer representação contra padre para abertura de inquérito, explica delegado de Jacareí

(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Um garçom, de 62 anos, registrou um boletim de ocorrência contra um padre ao alegar ter sido vítima de xingamentos racistas, enquanto trabalhava em uma pizzaria, na noite do último domingo (18), no centro de Jacareí. José Oliveira de Jesus exerce a função há 49 anos na cidade.

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De acordo com o delegado Seccional, Tales Prado, para a Polícia Civil abrir inquérito policial e investigar o ocorrido, a vítima precisa fazer uma representação contra o padre e contratar um advogado dentro de seis meses. Caso não faça isso, a ação não é levada adiante. (ouça a reportagem ao final do texto)

Segundo o boletim de ocorrência, Padre Wendel Ribeiro é apontado como o autor do crime. Ele entrou no restaurante e se acomodou no salão principal. Wendel teria recusado seis tentativas de aproximação do garçom e, pela última vez, havia se levantado e ido direto ao balcão, com o objetivo de ser assistido por outra pessoa.

Um garçom teria questionado o sacerdote a respeito do motivo pelo qual ele não estava sendo servido. Como resposta, Wendel apontou para a vítima e afirmou que não queria ser atendido por ela por causa de sua cor, além de proferir outras ofensas. Ainda segundo a declaração, os funcionários alegaram que o cliente sempre causa problemas no restaurante, ‘destratando funcionários’.

Em nota encaminhada à CBN Vale, a Diocese de São José dos Campos, esclareceu que “os fatos relativos à acusação contra um de seus padres estão sendo apurados pelas instâncias competentes”. A organização ainda completou que “são inaceitáveis atos de racismo em qualquer esfera da sociedade, principalmente vindo do âmbito religioso”.

Injúria Racial é ofender alguém com base em sua raça, cor, etnia, religião, idade ou deficiência. O Código Penal, em seu artigo 140, descreve o delito de injúria racial que prevê como pena, a reclusão de 1 a 6 meses ou aplicação de multa.

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