
Devotos de todo o país celebram neste sábado (25) a memória de Frei Galvão, o primeiro santo brasileiro e padroeiro da Construção Civil e dos profissionais da Engenharia Civil. Nascido em Guaratinguetá, o religioso é símbolo de fé para milhões de católicos.
Segundo o Santuário de Frei Galvão, localizado na cidade natal do santo, um dos fatos mais marcantes da sua trajetória é que ele foi o primeiro santo do mundo canonizado fora do Vaticano.
A canonização aconteceu em 2007, durante uma missa presidida pelo Papa Bento XVI, no Campo de Marte, em São Paulo, no dia 11 de maio.
Antes disso, Frei Galvão havia sido beatificado em 25 de outubro de 1998, motivo pelo qual a Igreja Católica o celebra nesta data.
Frei Galvão: de Guaratinguetá para a santidade
Antônio de Sant’Anna Galvão nasceu em 1739, em Guaratinguetá, em uma família abastada e profundamente religiosa, descendente de portugueses.
Seu pai foi capitão-mor da vila e sua mãe, conhecida pela fé fervorosa, exerceu grande influência sobre a vocação do filho.
Aos 13 anos, Antônio foi enviado à Bahia para estudar com os jesuítas, experiência que marcou sua formação espiritual. Ao retornar para sua terra natal, por volta dos 20 anos, ingressou na Ordem Franciscana, adotando o nome de Frei Galvão.
Entre os milagres atribuídos ao santo estão as famosas “pílulas de Frei Galvão”, pequenos rolinhos de papel contendo uma oração, distribuídos a pessoas em aflição ou em busca de uma graça.
Hoje Frei Galvão é considerado o padroeiro dos construtores civis, engenheiros, arquitetos, pedreiros e pintores, por sua atuação em obras e sua dedicação a projetos religiosos e comunitários.
Frei Galvão faleceu aos 83 anos, em 1822, no Mosteiro da Luz, em São Paulo.
