Hasteamento de bandeiras marca 9 de julho em São José dos Campos – Foto: Fotos:Adenir Britto/PMSJC
Em comemoração aos 92 anos da Revolução Constitucionalista de 1932, a região central de São José dos Campos recebeu, nesta terça-feira, 9 de julho, o tradicional hasteamento de bandeiras.
A cerimônia foi realizada em um deck na Orla do Banhado, próximo ao monumento MMDC, que faz referência aos jovens mortos durante os conflitos: Martins, Miragaia (joseense), Dráusio e Camargo.
Hasteamento de bandeiras marca 9 de julho em São José dos Campos – Foto: Fotos:Adenir Britto/PMSJC
A cerimônia contou com a participação do Grupamento de Apoio de São José dos Campos, integrantes da FAB (Força Aérea Brasileira), do Corpo de Bombeiros, agentes da GCM (Guarda Civil Municipal), do grupo Escoteiros do Brasil, além do prefeito Anderson Farias (PSD).
As bandeiras hasteadas foram a do município de São José dos Campos, do estado de São Paulo, da República Federativa do Brasil e a do Mercosur/Mercosul (Mercado Comum do Sul).
O evento contou ainda com a apresentação de músicos e o tradicional toque de corneta.
Hasteamento de bandeiras marca 9 de julho em São José dos Campos – Foto: Fotos:Adenir Britto/PMSJCHasteamento de bandeiras marca 9 de julho em São José dos Campos – Foto: Fotos:Adenir Britto/PMSJC
Hasteamento de bandeiras marca 9 de julho em São José dos Campos – Foto: Fotos:Adenir Britto/PMSJC
Entenda o significado do feriado de 9 de julho no estado de SP
Neste dia 9 de julho, o estado de São Paulo celebra o feriado que remonta a um dos episódios mais marcantes de sua história: a Revolução Constitucionalista de 1932.
O movimento foi uma resposta dos paulistas ao governo provisório de Getúlio Vargas, que assumiu o poder em 1930 por meio de um golpe de Estado.
A Revolução Constitucionalista de 1932 foi uma tentativa de São Paulo em buscar uma constituição para o Brasil e maior autonomia regional. Durante três meses, os paulistas enfrentaram as tropas federais em combates que marcaram a história do estado.
Contexto histórico
Em 1930, o Brasil passava por transformações políticas.
Getúlio havia assumido o poder, abolindo a Constituição e instaurando um governo centralizador.
Isso marcou o fim da política “Café com Leite” (período em que políticos ligados aos estados de São Paulo e Minas Gerais dominaram as primeiras décadas da República no país).
Para governar São Paulo, foi composto um secretariado encabeçado por José Maria Whitaker, que deixou o cargo 40 dias depois. Como interventor, assumiu o delegado militar do governo João Alberto Lins de Barros.
Insatisfeitos com a situação, diversos setores da sociedade paulista, incluindo estudantes, intelectuais, e políticos, se mobilizaram pela restauração da ordem constitucional e pela descentralização do poder.
Mortes
Em 23 de maio, um grupo organizou uma manifestação na sede do Partido Popular Paulista (PPP). O protesto terminou com quatro mortos: Martins, Miragaia, Drausio e Camargo.
Foi a partir disso que surgiu um movimento com as iniciais dos quatro mortos, o MMDC.
Por fim, mais de 600 constitucionalistas foram mortos nas batalhas segundo as contas oficiais. No entanto, a estimativa é considerada abaixo da realidade por muitos envolvidos nos conflitos.
Feriado de 9 de julho
A data se tornou feriado no estado de São Paulo em 1997.
Atualmente, o feriado é marcado por eventos cívicos, como desfiles e cerimônias em memória dos heróis da Revolução.
Portanto, o 9 de julho é uma data emblemática que recorda a população da coragem e da determinação dos paulistas em defender seus ideais de liberdade e democracia.
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