Fornecedoras da LG protestam contra demissões em frente a consulado da Coreia do Sul em São Paulo

(Foto: Cristiane Cunha)

Funcionárias das montadoras da LG – Sun Tech, Blue Tech e 3C – fizeram uma manifestação em defesa de seus empregos, na manhã desta quarta-feira (28), em São Paulo. O protesto, que reuniu cerca de 200 pessoas, terminou no Consulado da Coreia do Sul, onde uma carta foi entregue com destino ao cônsul-geral para discutir alternativas às dispensas anunciadas pela companhia e que afetam diretamente as fornecedoras.

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No início do mês, a companhia anunciou o fim da produção global de telefones celulares e o encerramento da produção de notebooks e monitors em Taubaté, que recebe os aparelhos produzidos quase inteiramente pela Sun Tech, Blue Tech e 3C. A justificativa para solicitar a intermediação dos representantes sul-coreanos são as ações da LG que o governo do país possui.

O protesto começou em frente ao prédio da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), e por volta das 10h30, as trabalhadoras saíram em passeata pela Av. Paulista, rumo ao consulado. Com carro de som, dirigentes sindicais e representantes de movimentos sociais se revezaram para defender os 430 empregos das montadoras da LG.

Aprovação

Os trabalhadores diretos LG aprovaram uma proposta de indenização que será levada para negociação no TRT (Tribunal Regional do Trabalho). A votação ocorreu em assembleia na fábrica nesta quarta-feira (28). A proposta prevê um valor global de cerca de R$ 37,5 milhões para as indenizações, com os valores individuais para cada trabalhador sendo calculados segundo o tempo de casa e o salário do funcionário.

Essa proposta chegou a ser apresentada pelo TRT em audiência de conciliação na Justiça realizada nesta terça-feira (27). Em um primeiro momento, não houve concordância da LG sobre valores e a sessão terminou sem acordo. Segundo o Sindicato, a empresa quer que o caso vá para julgamento e que ‘as negociações estão finalizadas’.

Após o Sindicato notificar o TRT sobre o aval dos trabalhadores à proposta, a LG deve ter um prazo de dez dias para se manifestar no Tribunal. Além da indenização, a proposta também contempla pontos como pagamento da PLR e extensão do plano médico. A CBN Vale acionou a empresa mas não obteve retorno até o momento. A empresa segue em greve e com a vigília dos trabalhadores realizada na porta da fábrica ao longo de todo o dia.