Floresta, gado e gente: a Suzano mostra o caminho do desenvolvimento sustentável

Floresta, gado e gente: a Suzano mostra o caminho do desenvolvimento sustentável
Foto: Divulgação / Suzano

A Suzano, gigante do setor de celulose, abriu as portas de sua unidade em Imperatriz (MA) para a imprensa nacional, incluindo a Rádio CBN São José dos Campos e Vale, para mostrar de perto como a empresa integra produção florestal, pecuária e iniciativas socioambientais em larga escala. A visita teve como objetivo apresentar estratégias inovadoras de manejo sustentável, o uso de biocontroladores para reduzir o uso de pesticidas, e as parcerias com produtores e comunidades locais, destacando o impacto econômico, ambiental e social dessas ações.

Durante a visita, foi possível conhecer modelos de integração produtiva, áreas de plantio de eucalipto, sistemas de controle biológico e programas de geração de renda, mostrando como a Suzano atua como catalisadora de desenvolvimento sustentável em regiões estratégicas do Maranhão, Mato Grosso do Sul e outras unidades no país.

Floresta, gado e gente: a Suzano mostra o caminho do desenvolvimento sustentável
Biocontroladores utilizados para o combate de pragas | Foto: Marcelo Rocha / CBN Vale

Biocontroladores reduzem uso de pesticidas e aumentam produtividade

Em florestas de clima seco, como no Maranhão, uma das principais pragas é o psilídeo-concha (Glycaspis brimblecombei), que compromete a produtividade da madeira. Para reduzir o uso de produtos químicos, a Suzano introduziu a joaninha, que se alimenta dos ovos do psilídeo, impedindo sua reprodução.

Floresta, gado e gente: a Suzano mostra o caminho do desenvolvimento sustentável
Foto: Reprodução / Suzano

O estudo inicial foi realizado no Mato Grosso do Sul, com espécies adaptadas e misturas genéticas de diferentes unidades para evitar consanguinidade. Em 2024, a introdução do biocontrolador gerou uma economia de cerca de 17 mil quilos de insumos, equivalentes a mais de R$ 3 milhões. Hoje, o biocontrolador está presente em todas as unidades da Suzano, com potencial para expansão em larga escala.

Além disso, a empresa realiza prospecção de novos biocontroladores em parceria com universidades, como a Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Unesp, garantindo que as espécies utilizadas sejam adaptadas às condições locais e não prejudiquem outras culturas. O trabalho inclui análise detalhada de cada espécie e difusão das descobertas entre as unidades.

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Foto: Marcelo Rocha / CBN Vale

Modelos de negócio adaptáveis à realidade do produtor

O modelo de negócio da Suzano busca integrar eucalipto e pecuária, oferecendo ao produtor a possibilidade de manter a criação de gado dentro de áreas florestais sem precisar investir em tecnologias complexas de plantio. Nessas áreas de pastagem, a empresa também realiza ações de conscientização para preservar os pés de babaçu, garantindo que o trabalho extrativista das comunidades locais não seja prejudicado, harmonizando produção florestal, silvicultura e conservação cultural.

O produtor paga um arrendamento por hectare, calculado com base no uso da terra (50% pastagem e 50% eucalipto) e nos valores regionais de arrendamento para gado. Esse modelo faz parte da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), permitindo que ele aumente a produção de carne sem comprometer a produtividade da floresta, enquanto a Suzano mantém o controle do fluxo de pessoas e das operações.

No Mato Grosso do Sul, as unidades têm autonomia para adaptar o modelo de acordo com a realidade local, considerando facilidade de arrendamento e planos de expansão. Esse modelo também é replicado em outras regiões, como Bahia, com ajustes conforme cada cenário, sempre com atenção às práticas de silvicultura sustentável.

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Jornalistas visitando a Fazenda Natividade | Foto: Comunicação Suzano

Arranjo territorial: planejamento e impacto social

A Suzano aplica uma estratégia de arranjo territorial para maximizar impactos positivos nas comunidades vizinhas, distribuídas em mais de 2 mil áreas, incluindo quilombolas, indígenas e assentamentos do INCRA, além de áreas de reservas extrativistas do ICMBio. O arranjo territorial envolve:

  • Inventário e análise demográfica das comunidades em raio de até 3 km das bordas das fazendas;

  • Avaliação de impactos ambientais e sociais, incluindo sítios arqueológicos (IPHAN) e áreas de proteção ambiental;

  • Relacionamento com órgãos federais, como Funai, para comunidades indígenas a partir de 10 km;

  • Redução de impactos operacionais, como passagem de caminhões e drones, ajustando horários e trajetos para minimizar efeitos sobre a vida das pessoas.

O objetivo é criar espaços coletivos produtivos, apoiar políticas públicas e promover capacitação profissional e geração de renda, envolvendo até 90 pessoas no diálogo operacional em todo o Brasil.

Investimento social – Suzano

Os projetos sociais da Suzano têm o objetivo de atender até 200 mil pessoas até 2030, com foco em tirar famílias da linha de pobreza e fortalecer a vocação local. Exemplos incluem:

  • Capacitação em produção de queijos, pães, salgados e mel (mais de 159 famílias envolvidas);

  • Apoio a quebradeiras de babaçu no Maranhão e Piauí, promovendo produtos como óleos e sabonetes;

  • Desenvolvimento de corredores de biodiversidade e preservação de espécies nativas;

  • Investimentos de R$ 28 milhões em projetos que combinam parceria e coinvestimento entre Suzano e comunidades.

Essas ações fortalecem a inclusão social, buscam respeitar as tradições locais e garantir uso sustentável da terra.

Escala de produção e sustentabilidade

A Suzano mantém 3 milhões de hectares sob gestão, sendo 1,1 milhão destinados à conservação e 1,7 milhão ao plantio de eucalipto para abastecimento industrial. As maiores áreas estão em Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas (MS).

No Bloco Adorado, por exemplo, são coletadas mais de 10 mil toneladas de açaí nativo por ano, com participação ativa da comunidade local, garantindo produção sustentável de alimentos e insumos para o mercado.

Foto: Reprodução

O jornalista Marcelo Rocha, da Rádio CBN Vale 90,7 FM viajou para Imperatriz (MA) a convite da Suzano.