FAB disponibiliza duas aeronaves para possível resgate de brasileiros na Ucrânia

FAB disponibiliza duas aeronaves para o resgate de brasileiros na Ucrânia
(Foto: Reprodução/aeronaves FAB)

A Força Aérea Brasileira (FAB) comunicou neste sábado (26) que está disponibilizando duas aeronaves já preparadas para uma possível operação de resgate de brasileiros refugiados da Ucrânia.

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Os aviões são modelo KC-390 Millennium, segundo a FAB. Atualmente, as aeronaves estão localizadas em Anápolis (GO). Até o momento o Ministério das Relações Exteriores não revelou como e quando a evacuação dos brasileiros será feita.

Segundo o governo federal, as aeronaves já foram utilizadas em outras missões humanitárias: uma de assistência à vítimas da explosão em Beirute, capital do Líbano, em 2020, e outra no apoio ao resgate no pós-terremoto ocorrido em agosto de 2021, no Haiti.

Novos ataques à Ucrânia

O governo russo intensificou neste sábado, o ataque à capital da Ucrânia, Kiev, na tentativa de tomar a cidade. O cerco já dura três dias e faz parte da invasão ordenada pelo presidente Vladimir Putin no meio da semana. Na manhã deste sábado (tarde na Ucrânia), o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, informou que as tropas do país resistem ao avanço do exército russo e que segue no controle da cidade.

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Entenda o conflito entre Ucrânia e Rússia

Após meses de movimentação de tropas militares na fronteira entre Rússia e Ucrânia e aumento da tensão nas últimas semanas, o presidente russo Vladimir Putin, autorizou ataques militares na madrugada da última quinta-feira (24) em territórios ucranianos. Tropas russas ampliaram a presença em todo a Ucrânia e há relatos de explosões em todo país. 

Mas para entender este conflito é preciso relembrar disputas ocorridas anos atrás e até mesmo relacionar contextos históricos e geopolíticos com à Guerra Fria. Para explicar as raízes e os possíveis desdobramentos da situação no Leste Europeu, o programa CBN Vale 1ª Edição, entrevistou o especialista em Direito Internacional, Leonardo Leão.

Ele contou que o conflito tem origens desde 1949, quando a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) foi criada durante a Guerra Fria, pelos Estados Unidos e seus aliados, para frear a expansão socialista em direção à Europa. Na fronteira da Europa com a Rússia, países que antes eram repúblicas soviéticas passam a ser nações independentes a partir de 1991, quando a União Soviética é desmembrada. Com isso, criou-se uma disputa entre os países do ocidente (EUA e Europa) e a Rússia para terem a região da cortina de ferro como área de influência.

O especialista contou ainda que o que agravou essas tensões recentemente foi o indicativo de que a Ucrânia passaria a ser membro da Otan. O presidente Vladimir Putin encarou isso como uma ofensa e uma ação dos EUA em direção à fronteira russa, encarando essa possível expansão da Otan como uma ameaça.

Repúblicas Separatistas

Num contexto mais recente, o conflito recupera disputas ocorridas em 2014, quando o território da Crimeia, península ucraniana, foi incorporado à Rússia. Desde então, a Rússia vem fomentando uma rebelião separatista no leste da Ucrânia, que assumiu o controle de parte da região de Donbas. Leonardo Leão explicou que as repúblicas separatistas na Ucrânia, fez com que a Rússia se aproveitasse desse apoio interno para realizar esse ataque ao país.

Guerra de Narrativas

O especialista explicou ainda que o conflito terá troca de acusações entre os EUA e a Rússia. Além disso, a região da Ucrânia é rica em produção de fertilizantes, derivados de petróleo e trigo, o que atrai o interesse americano em estender sua influência econômica para a região do leste Europeu. Com isso, Leonardo Leão afirmou que é uma guerra de narrativas que gira em torno de interesses econômicos.

Conflito armado deve acabar em breve

Por fim, o especialista analisa que a diplomacia é o melhor caminho para resolver essa guerra e os conflitos entre os países. Ele discorda de qualquer conflito armado, ainda mais quando vê que inocentes estão perdendo a vida por uma questão puramente econômica.

Leonardo Leão acredita que o conflito armado não irá estender por muito tempo, pois uma guerra entra essas nações traria prejuízos para o mundo inteiro, devido ao poderia bélico muito grande. Além das sanções severas anunciadas por diversos países do mundo, que irão proporcionar consequências ruins à economia da Rússia, o que desencoraja o país a continuar com os ataques militares.