
A Força Aérea Brasileira (FAB) anunciou que o contrato de compra das aeronaves KC-390, produzidas pela Embraer, será reduzido. A justificativa se dá pelo momento vivido em decorrência da pandemia de Covid-19 e as restrições dos recursos destinados ao setor de defesa por parte da União.
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Do acordo firmado entre as partes, em 2014, quatro dos 28 cargueiros encomendados foram entregues pela Embraer, sendo a última realizada em dezembro do ano passado. No comunicado, a FAB alegou que, com as limitações causadas aos projetos estratégicos das Forças Armadas, foi decidido ‘rever os caminhos a serem seguidos na continuidade do contrato’.
A FAB afirmou, ainda, que o objetivo daqui pra frente será reduzir o número total de aeronaves entregues, com base no atual contrato, e buscar uma cadência de produção de duas aeronaves por ano, fatores considerados adequados observando-se os aspectos operacionais, logísticos e financeiros. A estratégia traçada faz parte do processo de negociação contratual junto à Embraer.
Em nota encaminhada à CBN Vale, a Embraer confirmou ter recebido solicitação do Comando de Aeronáutica para iniciar tratativas de ajustes no contrato de fornecimento das aeronaves, e que “em ocasiões passadas de restrições impostas pela União, sempre procurou adequar seus recursos com vistas à continuidade deste projeto de grande relevância nacional e internacional”.
O projeto aeronáutico, considerado o maior já desenvolvido no hemisfério sul, teve a primeira entrega realizada ao governo brasileiro em 2019, após alguns atrasos. Outros países também adquiriram os cargueiros: Portugal já comprou cinco KCs e, recentemente, a Hungria adquiriu duas unidades. Durante a pandemia, a aeronave tem sido fundamental para apoio logístico no Brasil, levando insumos e operando em missões humanitárias.