Executivos do Brasil e do mundo apostam na aceleração do crescimento econômico global

CEOs do Brasil e do mundo estão otimistas com a retomada econômica em 2022
(Foto: Reprodução)

Executivos estão otimistas em relação às perspectivas econômicas em 2022. 77% dos CEOs no Brasil e do mundo apostam na aceleração do crescimento econômico global.

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Os dados estão na 25ª edição da Pesquisa Anual Global com CEOs da PwC Brasil (25th Annual Global CEO Survey), que ouviu mais de 4.400 executivos, em 89 países, com uma participação expressiva de líderes do Brasil em novembro e dezembro de 2021.

Para falar sobre o otimismo entre os líderes globais em relação à economia neste ano, a Rádio CBN São José dos Campos e Vale entrevistou nesta segunda feira (21) Rafael Alvim, sócio da PwC Brasil, para falar sobre a perspectiva econômica global.

O estudo aponta que 77% dos participantes no Brasil e no mundo acreditam na retomada econômica global e local em 2022. Há dez anos não era visto um índice de otimismo tão elevado entre as lideranças globais. Apesar do alto índice, o percentual revela que o otimismo do brasileiro diminuiu em relação ao mesmo período do ano passado. Na edição anterior, 85% dos CEOs brasileiros acreditavam em uma melhora da economia local.

Otimismo do brasileiro

Ainda, de acordo com o executivo, o alto otimismo brasileiro foi provocado principalmente pelo aumento dos negócios entre os países e a retomada das viagens e do consumo no mundo. Nesta edição, a percepção dos brasileiros, historicamente otimista, é semelhante à média global.

Para 6% dos respondentes brasileiros, a economia permanecerá estável. 17% acreditam que a economia global deve retrair. No mundo, 7% apostam na estabilidade econômica e 15% esperam por uma desaceleração na economia.

Principais parceiros internacionais

Ainda dentro do contexto de ambiente de negócios, a CEO Survey indica que os Estados Unidos, a China e a Argentina serão os principais mercados estratégicos para empresas brasileiras nos próximos 12 meses. A expectativa de negócios com os Estados Unidos cresceu de 40% em 2021 para 50% em 2022; com a Argentina de 9% para 19%; e com a China houve uma leve estabilidade de 33% para 34% em 2022.

Em relação à expectativa de crescimento da receita de suas empresas para os próximos 12 meses, os líderes brasileiros se mostram mais otimistas na comparação com os executivos de outros países. 63% dos brasileiros afirmam estarem confiantes em relação ao aumento da receita, enquanto o percentual global é de 56%.

Ameaças aos negócios

Entre os CEOs brasileiros, a maior preocupação é a instabilidade macroeconômica (69%) e seus potenciais impactos em vendas de produtos e serviços e na capacidade de levantar capital, seguida por riscos cibernéticos (50%). A preocupação sobre a desigualdade social e seus impactos também em vendas de produtos e serviços e na capacidade de atrair e reter talentos e competências essenciais é significativamente mais impactante para os executivos locais.

Compromissos ESG

A urgência do combate às mudanças climáticas e iniciativas de inclusão foram colocadas à prova nesta edição da pesquisa e os resultados mostram que o tema entrou nas agendas das corporações, mas que ainda há muito o que avançar.

Apesar dos crescentes interesses nos temas ESG (Environmental, Social and Governance), termo em inglês que significa Ambiental, Social e Governança, as estratégias das empresas ainda são influenciadas principalmente por métricas de negócios não condicionadas às questões ambientais e sociais.

31% dos CEOs no Brasil e 26% no mundo declararam terem firmado compromissos de carbono neutro, revela o estudo. O percentual de participantes que não assumiu nenhum dos dois compromissos é de 36% no mundo. Nestes casos, os CEOs ouvidos dizem não ter compromissos por emitir pouco ou não saber como medir e gerenciar a descarbonização.

Ouça a matéria de Marcelo Rocha: