Ex-vereadora Loreny Caetano é entrevistada pela Rádio CBN Vale

Ex-vereadora Loreny Caetano foi entrevistada pela rádio CBN Vale
(Foto: CBNVALE)

A Rádio CBN Vale recebeu na manhã desta terça-feira (21), a ex-vereadora Loreny Caetano, do partido Solidariedade, ela também foi candidata nas últimas eleições à prefeitura de Taubaté, chegou até o segundo turno, mas acabou perdendo a eleição para o atual prefeito José Saud.

A ex-vereadora possui críticas à atual gestão municipal, entre elas o fato de o prefeito da cidade ter reajustado o próprio salário, além de ter criado cargos comissionados sem concurso público. Ela inclusive é autora de uma ação para que não haja aumento de salários do prefeito, vice-prefeito e de secretários.

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Segundo Loreny, poucos dias depois do seu pedido ter sido feito, o Ministério Público também entrou com uma ação contra os aumentos salariais, e agora ambas tramitam ao mesmo tempo. Ela espera que o processo não acabe sendo ainda mais judicializado.

“Ontem (20), saiu uma atualização do juiz despachando, e se o prefeito recorrer vai às instâncias superiores, o Tribunal Regional e pode chegar ao STF”.

Outra pauta discutida na entrevista foi em relação à saúde. Segundo ela, a prefeitura de Taubaté se arrasta com uma dívida contraída desde a gestão anterior (Bernardo Ortiz Junior), resultando em enormes filas nos atendimentos públicos da cidade. Como vereadora, Loreny criou uma lei de transparência da fila de atendimento, com o objetivo de esclarecer e contribuir para que o poder público pudesse agilizar as consultas.

Já em relação ao aumento do IPTU na cidade, a ex-vereadora comentou que a análise e votação do projeto de reajuste ficou para 2022, graças ao movimento popular contrário à medida.
Loreny argumenta que a planta genérica de valores de Taubaté precisa ser atualizada, pois o último reajuste foi em 1997.

“De lá pra cá, a correção da inflação desse período soma 325,38%. Se fosse para corrigir pela inflação, teria que aumentar o IPTU em 325% da cidade toda. Então, foi feito de um jeito que os imóveis de alto padrão, por exemplo, no projeto que está sendo discutido, terão aumento de até 700%”.

Ela disse que defende um reajuste, mas desde que seja feito de uma forma correta e distributiva, com justiça tributária, e considerando o contexto econômico, ainda mais num período tão crítico que vivemos, principalmente decorrente da pandemia do novo coronavírus.