Eve fecha acordo para vender carros voadores no Sul do Brasil

A Eve, ligada à Embraer, fechou acordo para fornecer até 12 carros voadores à FlyBIS no Sul do Brasil. A produção será em Taubaté.
Foto: Divulgação/Embraer

A Eve Air Mobility, empresa ligada à Embraer, fechou um acordo para fornecer até 12 carros voadores elétricos à FlyBIS Aviation Limited, que planeja operar o serviço de transporte aéreo no Sul do Brasil. O contrato prevê dois pedidos firmes e a opção de compra de outras dez aeronaves. A produção em série dos veículos, por sua vez, deve acontecer em uma fábrica em Taubaté, no interior de São Paulo.

Os veículos da Eve são eVTOLs, sigla em inglês para aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical. Eles transportam passageiros em trajetos curtos e dispensam pistas convencionais. Além disso, o modelo comporta quatro passageiros e um piloto, com autonomia estimada de 100 quilômetros.

Rotas em estudo no Sul do país

Segundo a Eve, o serviço deve conectar, inicialmente, cidades de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Entre as rotas em estudo, estão trajetos entre Navegantes, Balneário Camboriú e Florianópolis, assim como destinos turísticos da Serra Gaúcha, como Gramado e Bento Gonçalves.

O contrato dá continuidade a uma carta de intenções que as duas empresas assinaram em 2022. Agora, Eve e FlyBIS vão planejar as rotas, preparar a infraestrutura e definir as condições para o início do serviço. Com isso, a parceria busca integrar os voos a outros meios de transporte e atender à demanda de cidades com forte movimento turístico e de negócios.

Testes e certificação

O anúncio vem enquanto a Eve avança nos testes do primeiro modelo. O protótipo em escala real já fez mais de 70 voos, incluindo testes de voo pairado e em baixa velocidade. Em agosto, a empresa divulgou o primeiro teste de transição para o voo horizontal, na unidade da Embraer em Gavião Peixoto, no interior paulista.

No entanto, a aeronave ainda precisa receber a certificação da Anac antes de transportar passageiros comercialmente. Em setembro, o Ministério de Portos e Aeroportos reuniu representantes do setor aéreo, do governo e da Eve para discutir os desafios desse tipo de transporte no Brasil, como certificação, construção de vertiportos, fornecimento de energia, segurança e integração do espaço aéreo.

Por fim, segundo a Eve, dois operadores já assumiram compromisso de usar o modelo no Brasil, e outras companhias demonstraram interesse.