
Autoridades, empresários e especialistas se reuniram em São Paulo, nesta quarta-feira (15), em um encontro promovido pela Eve Air Mobility e pela InvestSP, para discutir o futuro dos voos elétricos verticais (eVTOLs), popularmente conhecido no Brasil como “carro voador”. O objetivo foi acelerar a regulamentação e a criação de infraestrutura necessária para que esse novo meio de transporte comece a operar comercialmente no país a partir de 2027.
Durante o evento, foram abordados temas como a instalação de vertiportos, os pontos de recarga elétrica e a formação de profissionais que atuarão na indústria de Mobilidade Aérea Urbana. Além disso, os participantes destacaram a importância da cooperação entre empresas e órgãos públicos para garantir segurança, eficiência e sustentabilidade nas operações.
De acordo com Johann Bordais, CEO da Eve Air Mobility, a empresa trabalha lado a lado com as autoridades para desenvolver não apenas a aeronave, mas também um ecossistema completo. “Estamos avançando na construção da infraestrutura e na capacitação de profissionais, o que será essencial para o sucesso do eVTOL no Brasil”, afirmou.
Taubaté de destaca na produção do “carro-voador”
A produção da aeronave será feita em Taubaté, em uma fábrica com capacidade para montar até 480 unidades por ano. A Eve já acumula 2,8 mil pedidos globais, somando cerca de 14 bilhões de dólares entre contratos firmes e cartas de intenção. O modelo comporta cinco ocupantes e tem autonomia de até 100 quilômetros, o que o torna ideal para trajetos curtos, tanto urbanos quanto regionais.
Segundo Thiago Camargo, vice-presidente executivo da InvestSP, o estado foi escolhido por reunir as melhores condições para o projeto. “São Paulo tem infraestrutura, mão de obra qualificada e um ambiente favorável à inovação. Nosso desafio agora é garantir que a operação seja segura, viável e sustentável”, destacou.
A expectativa é que o eVTOL reduza drasticamente o tempo de deslocamento em rotas estratégicas. Um trajeto entre a zona sul da capital paulista e o Aeroporto de Guarulhos, que hoje pode levar até 150 minutos de carro, deverá ser feito em cerca de 15 minutos.
Por fim, o vice-presidente de Serviços ao Cliente da Eve, Luiz Mauad, lembrou que o impacto do novo modal vai além do transporte de passageiros. Segundo ele, o eVTOL poderá revolucionar áreas como turismo, segurança pública e saúde, permitindo, por exemplo, o transporte rápido de órgãos para transplantes, o que pode salvar vidas e aumentar a eficiência nas grandes cidades.
