
A Olimpíada Nacional de Ciências (ONC) 2025 reconheceu nesta semana o desempenho excepcional de 366 alunos da rede estadual de ensino durante uma cerimônia realizada no Centro de Difusão Internacional da Universidade de São Paulo (CDI-USP). Entre os destaques, o Vale do Paraíba marcou forte presença: 29 estudantes da região conquistaram medalhas de ouro, prata e bronze, além de certificados que reforçam o protagonismo regional no cenário científico estudantil.

Com o tema “Oceanos”, a edição deste ano incentivou os participantes a mergulhar em temas fundamentais para o futuro do planeta, como biodiversidade marinha, ciclo da água, equilíbrio climático e sustentabilidade. A abordagem buscou aproximar os jovens de questões ambientais urgentes, estimulando o pensamento crítico e a pesquisa científica desde os primeiros anos escolares.
A cerimônia contou com a presença de professores e pesquisadores da USP e de instituições que organizam a competição, incluindo Instituto Butantan, Unicamp e Sociedade Brasileira de Física. Representando o secretário estadual da Educação, Renato Feder, o professor Rodrigo Fernandes de Lima destacou o papel transformador da ONC no incentivo à ciência entre os jovens.

Segundo ele, promover a premiação dentro da universidade pública reforça o compromisso de aproximar estudantes da rede estadual do ambiente acadêmico: “Nós pensamos na USP porque a ideia é estreitar os laços da escola pública com a universidade pública. Queremos que o aluno compreenda que esse espaço também é dele, que ele pode e deve se ver aqui no futuro”, afirmou.
A ONC 2025 reuniu estudantes do 3º ano do Ensino Fundamental até a 3ª série do Ensino Médio, incluindo alunos de cursos técnicos e da Educação de Jovens e Adultos (EJA). A competição foi realizada em duas fases: a primeira, com questões objetivas em agosto; e a segunda, dissertativa, aplicada em setembro.
Também participaram da premiação o coordenador estadual da ONC, Fernando Lopes, o vice-presidente da Associação Brasileira de Química de São Paulo, Jairo José Pedrotti, e a estudante de Química da USP, Maria Elisa Andrade Prado Teixeira, que reforçaram a importância da ciência como caminho de transformação social.
