
A Rádio CBN SJC e Vale começa uma nova fase de entrevistas com os candidatos ao Senado pelo estado de São Paulo.
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O primeiro convidado a falar com a reportagem do Jornal CBN Vale 1ª edição, nesta quarta-feira (10), foi o pré-candidato do PSTU, Luiz Carlos Prates (Mancha), que é dirigente sindical da CSP-Conlutas, mas que está licenciado do cargo para concorrer às eleições marcadas para outubro, em uma chapa coletiva, que conta com a advogada trabalhista Dra. Eliana Ferreira e a jornalista palestino-brasileira Soraya Misleh.
Além de Mancha, que concorre ao Senado, o PSTU também já confirmou outras candidaturas, como as de Vela Lúcia, para a presidência da república, e Altino Júnior, para o governo do estado.
Para Mancha, o PSTU se caracteriza como uma alternativa independente para o cidadão brasileiro, e que é contra a atual política de governo do presidente Jair Bolsonaro (PL), que em sua opinião, provoca danos à classe trabalhadora principalmente com a redução e a precarização de empregos.
Essa política seria uma continuidade do que foi o governo do ex-presidente Michel Temer (MDB), que aprovou uma reforma trabalhista, como objetivo diminuir benefícios para aumentar o número de empregos, mas que na prática, teria promovido o oposto.
Por outro lado, o candidato do PSTU também acredita que a Frente Ampla, proposta pela candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB), também não representa uma alternativa para o país.
Segundo o líder sindical, o PT não apresenta uma solução que seja distinta do atual sistema de produção do país, e que não avançou na diminuição da jornada de trabalho enquanto esteve na presidência. Sendo assim, o partido deverá seguir apresentando suas propostas ao eleitor até as eleições de outubro. Mancha também afirmou que o PSTU ainda não definiu como será a postura da sigla em um eventual segundo turno entre os líderes das pesquisas de opinião, Lula e Bolsonaro.
Propostas do PSTU
Mancha listou algumas das prioridades do seu partido nas eleições de 2022, como a estatização das 100 maiores empresas do país, a reestatização de todas as empresas públicas que foram privatizadas, redução da jornada de trabalho sem a redução de salários, para que se possa gerar mais empregos formais, e auxílio emergencial de um salário mínimo, até que se resolva o problema do desemprego no país.
Essas alternativas, segundo Mancha, atingiriam a ‘raiz do problema’ no país, que é a concentração de renda de uma pequena parcela da população, que ganha mais que a metade mais pobre do país.