
Um empresário de 40 anos foi preso em flagrante na terça-feira (30) durante uma operação da Polícia Civil na Zona Sul de São José dos Campos. A investigação apura a venda de cigarros eletrônicos e produtos proibidos em estabelecimentos comerciais da cidade.
Os policiais apreenderam 132 cigarros eletrônicos, 29 essências, 53 acessórios e 550 maços de cigarros importados sem selo da Receita Federal e sem registro na Anvisa. Além disso, a equipe recolheu celulares, notebooks e outros materiais considerados relevantes para a investigação.
Produtos estavam em lojas e apartamento
A Polícia Civil cumpriu mandados de busca em lojas nos bairros Jardim Satélite, Jardim Ismênia e Vila Ema, além da residência do investigado. Segundo os agentes, a maior parte dos produtos estava em uma tabacaria na Avenida Andrômeda, no Jardim Satélite.
No local, os policiais encontraram 102 cigarros eletrônicos, 15 essências, sete acessórios e 550 maços de cigarros da marca Gudang Garam. Também apreenderam dois celulares e três notebooks.
Já em uma loja no Jardim Ismênia, a equipe localizou 30 cigarros eletrônicos, 14 essências, 46 acessórios e um aparelho celular. Na residência do empresário, os agentes encontraram um notebook e um frasco de essência líquida para cigarro eletrônico.
Investigação começou após denúncia
Segundo a Polícia Civil, a investigação começou após uma denúncia anônima. A informação indicava que o empresário administrava lojas que comercializavam cigarros eletrônicos, inclusive por meio de entregas em domicílio.
Em seguida, os policiais realizaram diligências e reuniram elementos que embasaram os pedidos de busca e apreensão. A Justiça autorizou as medidas, que foram executadas na terça-feira.
Empresário nega irregularidades
Levado ao 7º Distrito Policial, o empresário confirmou que atua na administração de estabelecimentos do ramo de tabacaria. No entanto, negou conhecer a comercialização de cigarros eletrônicos e produtos relacionados nas lojas investigadas.
De acordo com a Polícia Civil, o homem responderá, em tese, pelos crimes de contrabando e infração contra as relações de consumo. Os peritos analisarão os materiais apreendidos. Além disso, a autoridade policial representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.
