
Ubatuba, no Litoral Norte de São Paulo, registrou 269 milímetros de chuva nas últimas 24 horas. O volume é superior ao acumulado recente em cidades mineiras como Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata, que enfrentam graves consequências provocadas pelo temporal. Temendo riscos de acidentes, prefeitura suspendeu aulas em quatro escolas de Ubatuba nesta sexta-feira.
O município paulista apresentou o maior índice de precipitação do estado entre quinta-feira (26) e sexta-feira (27). Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Juiz de Fora acumulou 229,9 mm entre os dias 22 e 24 de fevereiro. No total do mês, a cidade mineira já ultrapassa 460 mm. Em Ubá, somente no dia 24, foram registrados cerca de 170 mm em um intervalo de três horas, conforme informações da prefeitura local.
As cidades mineiras somam 64 mortes confirmadas em decorrência das chuvas, além de cinco pessoas desaparecidas.
Em entrevista a emissoras do Litoral Norte, um porta-voz da Defesa Civil do Estado de São Paulo explicou que, apesar do volume expressivo registrado em Ubatuba, as características geográficas da região mineira, com áreas de relevo acentuado e maior vulnerabilidade a deslizamentos, podem ter contribuído para a gravidade dos impactos registrados em Minas Gerais.
Estragos em Ubatuba
Em Ubatuba, a chuva intensa provocou alagamentos, enxurradas e deslizamentos de terra, principalmente na noite de quinta-feira.
A Ponte Pênsil, no bairro Ubatumirim, foi destruída pela força da enxurrada, deixando moradores ilhados na manhã desta sexta-feira. Outros bairros da região norte também foram afetados, entre eles Foz da Caixa, Camburi, Almada, Picinguaba e Itamambuca.
Na Praia da Fazenda, equipes do Corpo de Bombeiros resgataram sete pessoas que ficaram presas dentro de carros em área alagada. Não houve feridos.
Por medida de segurança, a prefeitura suspendeu as aulas em quatro escolas nesta sexta-feira: Escola da Picinguaba, Escola do Camburi, Escola do Sertão do Ubatumirim e Escola Belarmino. Segundo a administração municipal, a decisão foi tomada devido às condições das vias de acesso, risco de deslizamentos e dificuldades de deslocamento de profissionais da educação.
As autoridades seguem monitorando as áreas de risco e orientam a população a evitar deslocamentos desnecessários.
