Educadora do governo Tarcísio cita Hitler e Mussolini como “exemplos excepcionais e estimulantes”

Dirigente de Educação de Tarcísio cita Hitler e Mussolini como “exemplos excepcionais e estimulantes”
Foto: Douglas Gomes / Lid Republicanos / Reprodução

Uma dirigente de educação do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) citou Adolf Hitler e Benito Mussolini como “exemplos excepcionais” de liderança. Roselaine Batalha Silva foi afastada da função após as declarações.

A fala ocorreu durante uma reunião virtual com diretores de escolas de Mogi das Cruzes (SP), em 12 de agosto. Ao abordar liderança, ela recomendou a leitura de biografias de líderes de regimes autoritários.

“No geral é estimulante ler biografia mesmo dos maus. Salazar na Espanha (sic), Mussolini na Itália, Hitler”, afirmou Roselaine. Ela também citou o livro Mein Kampf, escrito por Hitler.

Em outro trecho, a dirigente declarou: “Mas a gente sabe qual era o caminho de Hitler, mas ele era um líder excepcional e isso ninguém pode negar”. A fala provocou reação e levou a Secretaria Estadual da Educação a determinar seu afastamento.

Além disso, durante a reunião, a dirigente cometeu um erro histórico ao afirmar que António de Oliveira Salazar governou a Espanha. O ditador português comandou Portugal entre 1932 e 1968.

Secretaria abriu apuração

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (SEDUC) informou que também abriu uma apuração sobre as declarações. Segundo a pasta, as falas não representam seu posicionamento.

Em Nota encaminhada à reportagem da CBN Vale, a secretaria afirmou ainda que não compactua com manifestações contrárias aos princípios e valores da educação pública estadual. A apuração deve avaliar os fatos e as circunstâncias das declarações.

Foto: Reprodução

Nota oficial da SEDUC

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) informa que determinou a cessação da função de dirigente exercida pela servidora. Também foi instaurada apuração para verificar os fatos e as circunstâncias relacionadas às declarações mencionadas.
A Seduc-SP reforça que não compactua com manifestações que contrariem os princípios e valores que orientam a educação pública do Estado de São Paulo e que a declaração não representa, em hipótese alguma, o posicionamento da pasta.