
O governador João Doria (PSDB) disse estar com a ‘consciência tranquila’ a respeito de todas as decisões tomadas ao longo da gestão da pandemia de Covid-19. O início de novembro foi marcado pelo fim das restrições em todo o Estado, após cerca de 600 dias de sucessivas quarentenas, fechamentos e aberturas flexibilizadas de estabelecimentos comerciais.
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A declaração foi dada com exclusividade à CBN Vale do Paraíba e a Rádio Máxima FM de Guaratinguetá, emissoras que compõe o Grupo Piratininga de Comunicação. Segundo o governador, ele e o Instituto Butantan – responsável pela fabricação e distribuição da vacina Coronavac no Brasil – ajudaram a salvar milhões de vidas em São Paulo, ao lado de profissionais da saúde e cientistas.
A defesa da vida como homem público, de acordo com Doria, custou a perda do próprio “capital político”, uma espécie de popularidade e apoio em meio a gestão. Além disso, o chefe do Executivo e a própria família tiveram que sair de casa devido às ameaças sofridas por pessoas contrárias as medidas de restrição da pandemia.
Apesar das críticas e do início de uma caminhada para o ‘novo normal’, Doria afirmou que continuará com a obrigatoriedade de amparar a vida, defender a ciência, medicina e as pessoas, sendo essa postura a de maior valor neste momento. (ouça a reportagem ao final do texto)
MELHORIA NOS ÍNDICES
O fim das restrições, no início de novembro, foi motivado pela redução no número de casos e óbitos pela Covid-19. Desde o mês de abril, o Estado de São Paulo registra uma queda de 93% no número de mortes pela doença. No comparativo com o mês de abril de 2020, no início da pandemia, outubro foi o mês com menos óbitos provocados pelo coronavírus.
O avanço da vacinação em São Paulo é decisivo para a queda expressiva de mortes causadas pela Covid-19 no Estado. A proporção da população adulta com esquema vacinal completo saiu de 3,6% em 1° de abril para quase 90% no início de novembro.
A ampla cobertura vacinal em São Paulo também resultou no total mensal mais baixo de mortes por Covid-19 dos últimos 18 meses. Dados do sistema Sivep-gripe do Ministério da Saúde, registram 2.192 mortes em São Paulo em outubro – antes, o menor registro era o de abril de 2020, com 2.239 óbitos.
Ouça a reportagem de Emerson Tersigni: