
Em sua homilia realizada durante a missa solene da Festa de Nossa Senhora Aparecida, nesta quarta-feira (12), o arcebispo de Aparecida Dom Orlando Brandes, criticou o fenômeno das fake news que se alastra pelo país, sobretudo neste período eleitoral, com ataques e exploração da fé e da religião.
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Durante a reflexão, o arcebispo voltou a se referir às notícias falsas como ‘dragão da mentira’, tema que já havia abordado em celebrações anteriores.
“Maria venceu o dragão e temos muitos dragões que ela vai vencer: o tentador, a pandemia, que foi vencida, mas temos o dragão do ódio e o da mentira, que não é de Deus”.
“E o dragão do desemprego, da fome e da incredulidade. Com Maria, vamos vencer o mal e dar prioridade ao bem, liberdade, verdade e a justiça, porque o povo merece”.
Com o Santuário lotado, Brandes fez uma reflexão baseada em temas do Evangelho e evitou citar questões políticas, como fez em homilias de anos anteriores.


Reflexão de Dom Orlando Brandes
Brandes disse que a “Igreja e o mundo civil devem estar juntos, olhando para o povo e buscando o melhor para nossa pátria, para o Brasil”.
Ao povo, disse que todos devem se sentir saudados em Aparecida e fez questão de destacar os milhares de peregrinos que vêm a pé para o Santuário Nacional.
“Aqui ninguém é massa, desconhecido. Maria olha nos seus olhos e nos pés machucados dos que vieram de longe. Os caminhantes com os pés machucados e o coração curado. Viva nossos romeiros e romeiras.”
Brandes usou o exemplo de Maria, que caminhou por Nazaré e para Belém, e disse que é preciso se perguntar “quais são os caminhos de Maria”. Disse que esse caminhar representa a “dignificação da mulher”, e celebrou a presença da mulher “na Igreja, no mundo e na sociedade, a partir de Nazaré”.

O arcebispo também lembrou a mensagem que o Papa Francisco enviou por ocasião da festa da Padroeira do Brasil, com pedido especial para que o país cuide das suas crianças.
Brandes disse que, com a Sagrada Família, devemos “viver a cidadania”. Ele exortou os fiéis a votarem nas eleições, dizendo ser “necessário exercer esse direito e poder do povo”, o voto.
No final da reflexão, Dom Orlando lembrou os caminhos de Nossa Senhora até Guadalupe, “para cuidar dos indígenas, que são a pupila de Maria”.
“Ela desceu do céu para elevar os escravos, os negros e o racismo eliminado. Desceu aos pastores, contando com a força dos pequenos. Mãe querida, obrigado por esses caminhos pela periferia. Sabemos que a senhora nos ama com o mesmo amor com que amou seu filho Jesus e, com vosso manto, protegei a nossa pátria na justiça, paz e fraternidade.”


*Colaboração: repórter Léo Poli