Fiocruz passa a integrar grupo de referência no país para detectar a varíola de macacos

Sede do Instituto Fiocruz no Rio de Janeiro, instituição que deverá analisar amostras e detectar a varíola dos macacos
(Foto: Leonardo Oliveira/Fiocruz)

O Laboratório de Enterovírus do Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz) será referência ao Ministério da Saúde para análise de amostras suspeitas e com isso, detectar a varíola de macacos.

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Sendo assim, todas as amostras suspeitas de infecção pelo vírus monkeypox provenientes do  estado do Rio de Janeiro e de toda a região Nordeste, serão analisadas pela unidade.

Já faziam parte da rede de laboratórios para detecção da doença no Brasil a Fundação Ezequiel Dias, em Minas Gerais; o Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo; e a Universidade Federal do Rio de Janeiro.

A rápida proliferação do vírus no país requer mais unidades de referência em diagnóstico laboratorial e a experiência da Fiocruz vai contribuir para uma resposta precisa ao surto, avalia Edson Elias, chefe da unidade.

O Laboratório de Enterovírus já realizou treinamento para realizar exames de detecção da doença a profissionais de saúde da Bolívia, Colômbia e Venezuela; do Equador, Peru, Paraguai e Uruguai.

Também deve ser levado em conta o histórico de viagem a países endêmicos ou com casos confirmados da varíola de macacos, que circula na África Central e Ocidental, além de notificação em 36 países, boa parte, na Europa, no Canadá, Estados Unidos, Argentina, México, Venezuela e Brasil.

Como detectar a varíola dos macacos?

Segundo o Ministério da Saúde, é preciso ter uma atenção especial para detectar os sintomas da varíola dos macacos.

É considerado caso suspeito ou provável o indivíduo de qualquer idade que, a partir de 15 de março de 2022, apresente febre, aumento dos gânglios e erupção cutânea.

A pasta também recomenda que a população fique atenta à exposição próxima e prolongada sem proteção respiratória, contato físico direto, incluindo contato sexual, ou contato com materiais contaminados, como roupas ou roupas de cama, com algum caso provável ou confirmado de monkeypox, ou histórico de viagem a países endêmicos ou com casos confirmados da doença.