
O destino das 700 demissões na fábrica da LG de Taubaté deve ser decidido no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Em assembleia realizada com os trabalhadores da unidade, na manhã desta quarta-feira (28), não houve consenso nas negociações de uma indenização entre a empresa e o Sindicato dos Metalúrgicos, impossibilitando um acordo das partes para os funcionários.
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Ontem (27), a entidade e a fábrica sul-coreana se reuniram em uma nova audiência de conciliação no TRT, que também terminou sem acordo. Os trabalhadores rejeitaram uma segunda proposta da LG que estabelecia pagamento das verbas rescisórias e uma indenização que variava de R$ 9,3 mil a R$ 51 mil, dependendo do tempo de casa do funcionário.
A proposta também contemplava pontos como PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e extensão do plano médico até 31 de janeiro de 2022. Antes disso, em 12 de abril, a empresa também ofereceu uma indenização que variava de R$ 8 mil a R$ 35 mil, também rejeitada pelos metalúrgicos. Com isso, desde 26 de abril os funcionários estão em greve.
Em nota encaminhada à CBN Vale, a LG lamentou as rejeições e disse que os valores negociados e propostos em ambas as oportunidades são além da exigência da lei e por essa razão representariam ganhos adicionais às verbas rescisórias, além de priorizar os colaboradores nos programas de transferências internas e recolocação.
Com o fim da produção de celulares em todo o mundo e a transferência da linha de notebooks e monitores para a planta da LG em Manaus, no Amazonas, 700 pessoas perderão seus postos de trabalho. Além disso, outras 430 funcionárias que trabalham com o fornecimento de peças em fábricas de São José dos Campos e Caçapava serão atingidas com o fechamento das unidades. Três fábricas fornecedoras estão em greve há três semanas.
A expectativa da LG é de que 250 novos empregos diretos sejam gerados em Manaus com a ida da produção de notebooks e celulares. A empresa se reuniu há pouco mais de uma semana com o governador do Amazonas, Wilson Lima, e confirmou ainda que vai ampliar a planta de operações no local em mais de 12 mil metros.