
O corpo do Papa Francisco foi sepultado na basílica de Santa Maria Maggiore, em Roma, capital da Itália, neste sábado (26).
De acordo com o Vaticano, o rito de sepultamento teve início às 13h no horário local (9h em Brasília) e foi concluída cerca de 30 minutos depois. A cerimônia foi presidida pelo cardeal camerlengo, Kevin Farrell. Não houve transmissão do sepultamento, e apenas sacerdotes e familiares de Francisco estiveram presentes.
O caixão com os restos mortais do pontífice foi levado em cortejo pelas ruas de Roma após a celebração da missa funeral (Missa das Exéquias) conduzida na basílica de São Pedro pelo cardeal italiano Giovanni Battista Re, decano do Colégio dos Cardeais.
No papamóvel, o caixão passou por pontos famosos e simbólicos da capital italiana, como o Coliseu, o Fórum romano e a Igreja Il Gesù, sede da ordem dos jesuítas, da qual Francisco fazia parte.
Ao entrar na basílica de Santa Maria Maggiore, os carregadores do caixão fizeram uma pausa de alguns minutos em frente a ícone de Maria onde o pontífice costumava orar. Crianças também levaram flores brancas ao altar.
A celebração no Vaticano marca o primeiro dia do Novendiali (novenário), os nove dias de luto e orações em honra ao Pontífice falecido.
Cerca de 50 chefes de Estado acompanharam a missa, incluindo o presidente do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva. Estiveram presentes também o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump; o presidente da Argentina, Javier Milei e a primeira ministra da Itália, Georgia Meloni.

Morte de Papa Francisco
Papa Francisco morreu na segunda-feira (21), aos 88 anos, em decorrência de um acidente vascular cerebral (AVC) e de um quadro de insuficiência cardíaca.
Segundo a certidão médica que atestou a morte, o pontífice sofreu um AVC cerebral, entrou em coma e teve um colapso cardiocirculatório irreversível às 7h35, no horário de Roma (2h35 em Brasília).
O boletim médico informa que o quadro foi agravado por pneumonia bilateral, bronquiectasias múltiplas, hipertensão e diabetes tipo 2. A morte foi confirmada por um exame de eletrocardiograma.
Líder da Igreja Católica desde 2013, o argentino Jorge Mario Bergoglio foi o primeiro papa latino-americano da história e também o primeiro jesuíta a ocupar o trono de São Pedro. Sua morte representa uma perda profunda para os mais de 1,3 bilhão de católicos no mundo.
À frente da Igreja Católica por quase 12 anos, Francisco foi o papa número 266. Em 13 de março de 2013, durante o segundo dia do conclave para eleger o substituto de Bento XVI, Bergoglio foi escolhido como o novo líder – inclusive contra a sua própria vontade, segundo ele mesmo admitiu.
Seu papado foi marcado por posicionamentos progressistas em temas como meio ambiente, acolhimento de imigrantes, combate à pedofilia na Igreja e aproximação com outras religiões. Internado diversas vezes nos últimos anos.