Conselho investiga conduta de enfermeiros no caso de bebê com queimadura

fachada do conselho regional de enfermagem, que investiga conduta de enfermeiros que cuidaram de bebê com pé queimado em jacareí
(Foto: Reprodução/Google)/Conselho investiga conduta de enfermeiros no caso de bebê com queimadura

O Coren-SP (Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo) abriu sindicância para investigar a conduta dos enfermeiros envolvidos nos cuidados da bebê Ágatha de Oliveira Gomes, quando sofreu a queimadura no pé esquerdo, num hospital de Jacareí.

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De acordo com a entidade, a apuração continuará sob sigilo processual. Após a averiguação dos fatos, caso se constate indícios de infração ética, será instaurado um processo ético-profissional.

Os profissionais eventualmente envolvidos poderão ser notificados para manifestar a sua versão do fato, de forma que o direito de defesa será garantido.

Ainda conforme o Coren, as penalidades previstas na Lei 5.905/73, em caso de confirmação da infração são advertência, multa, censura, suspensão temporária do exercício profissional ou cassação do exercício profissional pelo Conselho Federal de Enfermagem.

O caso

Ágatha deu entrada no Hospital São Francisco de Assis, em Jacareí, há dois meses, para tratar efeitos da síndrome de Edwards, doença genética que pode alterar mental e fisicamente fetos e bebês recém-nascidos. Segundo o boletim médico, ela apresentou desconforto respiratório crônico.

Quando a bebê teve hipotermia acentuada, foi prescrito que fosse mantida aquecida, daí a utilização do aquecedor elétrico. Segundo os pais, ela ficou exposta ao aquecedor durante três horas, período em que uma queimadura de segundo grau se formou.

Para os pais da criança, houve negligência por parte dos profissionais de saúde envolvidos nos cuidados da criança.

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Bebê de 7 meses que sofreu queimadura no pé permanece internada em Jacareí

Permanece internada em Jacareí a bebê de sete meses de idade que sofreu queimadura no pé esquerdo, após ter ficado cerca de três horas em frente a um aquecedor elétrico, sem supervisão, para tratar outro problema de saúde.

Os pais de Ágatha de Oliveira Gomes informaram que o caso aconteceu em 31 de dezembro, mas que foram avisados no dia 1º de janeiro.

De acordo com a nota de esclarecimento do Hospital São Francisco de Assis, onde a criança está internada, a lesão por queimadura é de 2º grau superficial com ausência de lesão isquêmica (que resulta da redução de fluxo sanguíneo no órgão do corpo). Ela continua na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), onde foi internada, inicialmente, para tratar uma síndrome. Não há previsão de quando receberá alta.

A instituição “lamenta profundamente o ocorrido” e acrescenta que tomou as “providências necessárias junto ao Núcleo de Segurança do Paciente”, além de dar suporte à pequena paciente e aos familiares.