
É justamente no vasto campo da saúde que os maiores avanços da tecnologia têm sido registrados nos últimos 100 anos. O professor Agliberto Chagas menciona três dessas novidades na editoria Inovação da CBN Vale 1ª Edição desta terça-feira (13).
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Inteligência artificial na anamnese
Atualmente, nos consultórios, enquanto o médico digita no computador as informações obtidas com o paciente durante a anamnese (entrevista que visa chegar ao diagnóstico da doença), a inteligência artificial coleta essas informações num banco de dados para que, nas consultas seguintes, cruze dados anteriores e recentes e informe se o paciente evoluiu ou piorou.
“Em 20 anos indo ao médico, por exemplo, o paciente terá um histórico enorme de exames, de remédios que tomou, procedimentos a que foi submetido, o que possibilita a prescrição de tratamentos mais assertivos e menos invasivos”, disse o professor.
Centros de saúde nas empresas
Grandes empresas como Walmart, Google, Facebook e Twitter têm investido em trazer centros de saúde especializados em exames laboratoriais para dentro de suas dependências, facilitando o acesso de seus funcionários aos exames médicos.
Os resultados dos exames mostram às empresas como desenvolver seus programas de prevenção. “Tem muitos funcionários com problemas de colesterol, diabetes e cardíacos. Tem todo um processo da empresa de ajudar seu colaborador a prevenir qualquer problema nessas áreas”.
Impressão de órgãos em 3D
Amplamente utilizada na arquitetura e no automobilismo, a impressão 3D já começou a ser aplicada na produção de partes sintéticas do corpo humano. Desse modo, os órgãos 3D facilitam o planejamento de tratamentos e cirurgias, trazendo mais precisão e garantindo o alcance dos resultados esperados. Além disso, também são produzidas órteses, que ajudam a recompor partes do corpo afetadas, como pernas e braços.
“Hoje, é muito comum ver pernas biônicas que são informatizadas, de materiais extremamente resistentes e flexíveis e que dão qualidade de vida para as pessoas poderem se locomover. Há também fabricação de órgãos 3D auxiliares ao coração, artérias e uma série de outras partes”, Chagas exemplificou.
Pai de um rapaz diagnosticado com retinose pigmentar, doença genética que acomete a visão, o professor contou de quando os médicos aplicaram uma cápsula no olho do jovem, com uma agulha. “A cápsula ficou lá dentro durante quatro meses soltando a medicação aos poucos e evitando que ele ficasse cego naquele momento. Hoje, pesquisando sobre o assunto, vi que já estão pesquisando sobre como substituir o nervo do globo ocular que faz enxergar por uma solução de impressão 3D”.
Inovações tecnológicas a serviço das pessoas
Além dos exemplos mencionados, vale lembrar que, neste ano, o Brasil finalmente regulamentou a lei que permite o exercício da telemedicina pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e clínicas privadas.
Agora, pessoas que jamais teriam acesso a especialistas, por exemplo, no interior do Amazonas e do Nordeste, nas periferias de todas as grandes cidades podem se consultar à distância. “Você pode levar o paciente até um centro onde tenha internet e canal on-line de comunicação, e ele pode falar com o especialista remotamente”.
Ouça o podcast completo com Agliberto Chagas:
inovações tecnológicas
