
Mais do que sustos, doces e diversão, o Halloween, celebrado em 31 de outubro, tem ganhado força no Brasil nos últimos anos, impulsionado pela influência cultural norte-americana — especialmente por filmes, séries e pela expansão de escolas bilíngues e cursos de idiomas, que adotaram a data como parte de suas atividades.
De acordo com o Sincovat (Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté e Região), o ‘Dia das Bruxas’ ainda tem participação discreta no calendário de datas comemorativas do varejo brasileiro, mas já representa um período importante para setores específicos, como lojas de fantasias, decoração, doces e supermercados.
A Associação Brasileira do Comércio de Artigos para Festas (Asbrafe) projeta um crescimento de 8,4% no faturamento com as vendas relacionadas ao Halloween neste ano no país. Segundo o Sincovat, o mesmo patamar deve ser registrado na Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte, acompanhando o desempenho positivo recente do varejo local.
Em 2024, entre 1º e 30 de outubro, pequenas e médias empresas online venderam cerca de 19 mil produtos temáticos, com destaque para fantasias e itens de decoração.
“Hoje, as festas não se resumem apenas às escolas de idiomas, mas também acontecem em escolas infantis, condomínios e residências”, explicou Dan Guinsburg, presidente do Sincovat e vice-presidente da FecomercioSP.
Uma pesquisa do Grupo Globo, realizada em 550 municípios e com mais de 1.500 entrevistados, mostra que 33% dos brasileiros pretendem comemorar o Halloween em 2025. Entre as classes A e B, o índice ultrapassa 50%.
Entre os que planejam celebrar a data:
- 29% vão preparar ou participar de festas com amigos e familiares;
- 21% pretendem maratonar filmes ou séries de terror;
- 15% participarão de eventos temáticos no trabalho;
- 13% vão fantasiar os filhos para festas em escolas ou cursos de inglês.
Para o Sincovat, o avanço desses números confirma que o Halloween vem se consolidando como uma data tradicional do calendário de vendas brasileiro.
