Comércio da RMVale cresce 4,9% em 2025 e atinge recorde histórico

Supermercados foi o que mais registrou alta no Comércio da RMVale em 2025
Supermercados foi o que mais registrou alta no Comércio da RMVale em 2025. Foto: Sincovat

As vendas do comércio varejista na Região Metropolitana do Vale do Paraíba atingiram R$ 77,4 bilhões em 2025, crescimento real de 4,9% em relação ao ano anterior e o maior resultado da série histórica iniciada em 2008. Os dados são do Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté e Região (Sincovat).

A análise foi elaborada com base na Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), produzida pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo a partir de informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo.

Segundo o presidente do Sincovat e vice-presidente da FecomercioSP, Dan Guinsburg, o resultado é ainda mais expressivo considerando a sequência de altas registradas nos últimos anos.

“O comércio da região cresceu sobre uma forte base de comparação – já havia crescido 10,0% em 2021, 9,7% em 2022, 7,1% em 2023 e 12,8% em 2024”, afirmou.

Segmentos em destaque

Entre as nove atividades analisadas, oito apresentaram crescimento em relação a 2024. Os principais avanços foram registrados nos setores de:

  • Supermercados (9,4%);
  • Eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (7,3%);
  • Farmácias e perfumarias (5,8%);
  • Materiais de construção (1,8%);
  • Vestuário, tecidos e calçados (0,6%).

A única retração foi observada nas lojas de móveis e decoração (-22,4%), segmento que, apesar da queda, havia alcançado recorde de faturamento no ano anterior.

De acordo com Guinsburg, o desempenho do setor de eletrodomésticos e eletrônicos chama atenção por ter ocorrido mesmo em um cenário de juros elevados, indicando melhora no poder de compra das famílias, influenciada também pela redução do desemprego.

Perspectiva para 2026

Apesar do resultado histórico em 2025, o Sincovat avalia que o varejo regional já apresentou sinais de desaceleração no segundo semestre do ano passado.

Entre os fatores que pressionam o consumo estão as taxas de juros elevadas, inflação persistente acima do teto da meta em parte do período, além do aumento do endividamento e da inadimplência das famílias.

Para 2026, a expectativa é de um cenário mais moderado, com alternância entre resultados positivos e negativos ao longo do ano. A tendência é que setores ligados a bens essenciais, como supermercados e farmácias, mantenham desempenho mais estável, enquanto o comércio de bens duráveis deve sentir mais fortemente os efeitos do crédito caro e do maior conservadorismo dos consumidores.