Ciclo de Cultura Tradicional chega hoje em Guaratinguetá com atividades gratuitas

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(Foto: Bruno Arteiro) ciclo de cultura tradicional

Após abrir a edição de 2022 em Franca (SP) focada na tradição da Congada, o Ciclo de Cultura Tradicional (CCT) passará por Guaratinguetá, neste sábado (22), a partir das 18h. Toda a programação é gratuita, acessível em Libras e não é necessária inscrição para assistir e participar das conversas.

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O público poderá conhecer aspectos do Jongo, expressão cultural afro-brasileira, por meio de cortejos de grupos da região, estreia de documentário e debate. As atividades ocupam a quadra da APAE Guaratinguetá, localizada na Rua Fernão Dias, 100, Vila Paraíba. 

O Ciclo segue até dezembro com diversos debates e documentários inéditos sobre os fluxos da cultura tradicional, entre eles, das comunidades afro-brasileiras, caiçaras, indígenas e nipo-brasileiras. São Sebastião receberá um dos encontros do CCT, no dia 19 de novembro.

O encerramento da edição, no dia 1º de dezembro, será transmitido pelo YouTube de Oficinas Culturais, programa que realiza o CCT por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado  de São Paulo e da Poiesis, Organização Social de Cultura.

Realizado desde 2014, o Ciclo de Cultura Tradicional incentiva reflexões sobre a importância da preservação e da divulgação das tradições caipiras, caiçaras, indígenas, afro-brasileiras, de comunidades migrantes e imigrantes. 

A seguir, a agenda que será apresentada em Guaratinguetá, na quadra da APAE Guaratinguetá, localizada na Rua Fernão Dias, 100, Vila Paraíba, com foco nas manifestações afro-brasileiras.

22/10, sábado

Acessível em Libras

Classificação indicativa: livre

Grátis

18h

O cortejo cênico da Congada e Moçambique Vermelho e Branco de São Benedito, grupo cultural e religioso atuante na cidade, abre o evento com canto, teatro e dança desse folguedo tradicional que também tem influência da religiosidade de matriz africana e cristã.

18h30

Direção: Pedro Japa | BRA | 2022 | Doc | 21 min

A estreia do curta-metragem documental Jongueiros do Amanhã, mostrará a importância da preservação do Jongo, folguedo tradicional afro-brasileiro praticado pela comunidade do Tamandaré, região de Guaratinguetá. O documentário destaca o peso do ritmo no bairro que atrai pessoas de diversas regiões e estados para acompanhar suas festividades, bem como a preocupação de manter viva essa tradição diante dos avanços tecnológicos e desafios geracionais.

Após a exibição, Antonio Filogenio de Paula Junior, percussionista e membro do grupo de Batuque de Umbigada, mediará uma conversa entre Pedro Japa, fotógrafo e cineasta diretor do curta, Alessandra Ribeiro, liderança da Comunidade Jongo Dito Ribeiro, e Jociara Souza, integrante do Grupo de Lideranças Jongueiras Paulistas e do Grupo de Liderança do Coletivo de Jongueiros do Sudeste.

20h

O público também poderá interagir com a apresentação do grupo Jongo do Tamandaré, rica em tambores, canto, dança e poesia. Os integrantes praticam essa expressão cultural forte entre as comunidades afrodescendentes do sudeste brasileiro, herança dos africanos de origem Banto, povos vindos de países como Angola e Congo que muitas vezes foram inseridos como escravos em trabalhos nas lavouras do Vale do Paraíba.

Saiba mais sobre os convidados:

Alessandra Ribeiro é neta de Benedito Ribeiro e liderança da Comunidade Jongo Dito Ribeiro. Responsável pela recuperação da memória do jongo em Campinas (SP), já participou de diversas palestras, debates e apresentações em países como Moçambique e Peru. É Mãe de Santo Umbandista, historiadora e doutora urbanista pela PUC, coordenadora de pós-graduação em Matriz Africana e coordenadora geral da Casa de Cultura Fazenda Roseira.

Antonio Filogenio de Paula Junior é membro do grupo de Batuque de Umbigada, tradição cultural de matriz Banto que ocorre no médio Tietê, região no interior paulista, além de atuar como percussionista, professor, filósofo e doutor em Educação.

Congada e Moçambique Vermelho e Branco de São Benedito é um grupo sediado em Guaratinguetá e formado por 40 integrantes. Fundado em 2006, pelo casal Oscar José da Cruz e Maria Luísa, o grupo cultural e religioso mantém a música e a dança desse folguedo tradicional em circulação.

Jociara Souza é filha do mestre jongueiro Tio Juca e de família cuja dança está presente há mais de 200 anos. Ela desenvolve trabalhos de promoção e salvaguarda do jongo em Indaiatuba (SP), é pedagoga com especialização em Educação Especial e comanda o grupo Filhos da Semente, firmando o legado do grupo Sementes da África (RJ). Desde 2013, integra o Grupo de Lideranças Jongueiras Paulistas e o Grupo de Liderança do Coletivo de Jongueiros do Sudeste.

Jongo do Tamandaré, enraizado no bairro homônimo de Guaratinguetá, preserva a tradição de herança africana de origem Banto. O grupo, composto por 40 pessoas de diversas idades, realiza anualmente as festas de Santo Antônio, São João e São Pedro, além da tradicional apresentação da comunidade jongueira em 13 de maio.

Pedro Japa, fotógrafo e cinegrafista, é graduado em Produção Audiovisual e cursa MBA em Direção de Arte para Propaganda, TV e Vídeo.

Para acessar a programação na íntegra clique aqui.

SERVIÇO:

A seguir, a agenda dos próximos encontros do Ciclo de Cultura Tradicional 2022:

Acessível em Libras

Livre | Grátis

22/10 | Guaratinguetá

Local: Quadra da APAE Guaratinguetá

Rua Fernão Dias, 100, Vila Paraíba

18h | Apresentação

CONGADA E MOÇAMBIQUE VERMELHO E BRANCO DE SÃO BENEDITO

18h30 | Filme

JONGUEIROS DO AMANHÃ

Direção: Pedro Japa | BRA | 2022 | Doc | 15 min

20h | Apresentação

JONGO DO TAMANDARÉ