Cesta básica sobe 0,21% em fevereiro no Vale; SJC foi a única a registrar queda

Cesta básica sobe 0,21% em fevereiro no Vale; SJC foi a única a registrar queda
Foto: Reprodução

O preço da cesta básica familiar registrou alta de 0,21% em fevereiro no Vale do Paraíba, em fevereiro, segundo levantamento do Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais (Nupes) da Universidade de Taubaté.

O valor médio passou de R$ 2.839,55 em janeiro para R$ 2.845,54 em fevereiro — um aumento de R$ 5,99 no mês (0,21%). A pesquisa considera uma cesta com 44 produtos de alimentação, higiene pessoal e limpeza, suficiente para uma família de 5 pessoas, com referência de renda de 5 salários mínimos, hoje em R$ 8.105,00.

Entre as cidades pesquisadas, Campos do Jordão teve a maior alta no mês, com 0,62%, e segue com a cesta mais cara da região, custando R$ 2.987,05. Taubaté apresentou o menor valor, R$ 2.784,81. A diferença entre a cidade mais cara e a mais barata chega a R$ 202,24, o equivalente a 7,26%.

São José dos Campos foi o único município que registrou queda em fevereiro, de -0,26%.

Nos últimos 12 meses, no entanto, a cesta acumulou queda de -1,73% no Vale do Paraíba, recuo de R$ 50,15. O índice ficou abaixo da prévia da inflação nacional, o IPCA-15, que marcou 4,10% no mesmo período.

Produtos que mais subiram

No grupo alimentação, que representa 90% do total da cesta, a abobrinha liderou as altas no mês, com aumento médio de 23,58%. Também tiveram elevação os ovos brancos (+17,66%), feijão carioca (+13,30%) e alface (+12,42%).

Segundo o Nupes, fatores climáticos, atraso de safra e aumento sazonal da demanda explicam parte dessas variações.

Produtos que caíram

Por outro lado, houve redução nos preços do mamão formosa (-17,99%), tomate (-11,92%) e açúcar refinado (-5,49%), influenciados por maior oferta e entrada de novas safras.

Impacto no orçamento

O comprometimento da renda familiar com a cesta básica passou de 35,03% em janeiro para 35,11% em fevereiro. Como o salário mínimo não teve reajuste no período, o valor restante para outras despesas, como saúde, transporte e educação, ficou levemente menor.

Apesar da alta moderada em fevereiro, o estudo aponta que os preços seguem em patamar elevado na percepção do consumidor, mesmo com estabilidade nos últimos meses.