
O custo da Cesta Básica Familiar no Vale do Paraíba voltou a recuar no mês de agosto de 2026. É o segundo mês consecutivo que a trajetória de preços apresenta queda na região. Segundo a pesquisa divulgada pelo Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais (NUPES) da Universidade de Taubaté (UNITAU), o valor médio regional teve uma redução de 1,05%, passando de R$ 2.914,88 em julho para R$ 2.884,15 em agosto.
A diminuição de R$ 30,73 no orçamento mensal é atribuída principalmente à maior oferta de hortaliças e tubérculos — com a chegada da safra das águas. Segundo o NUPES, o movimento contínuo de acomodação do mercado contribuiu para o resultado.
Cidades pesquisadas
De acordo com o levantamento, todos os quatro municípios monitorados pelo estudo apresentaram retração no custo final da cesta:
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Taubaté: Registrou a maior queda do mês (-1,88%). Portanto, manteve-se como a cidade com a cesta básica mais barata da região, custando R$ 2.764,98.
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Caçapava: Apresentou redução de -1,61%, fixando o valor em R$ 2.807,00.
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Campos do Jordão: Por outro lado, teve recuo de apenas -0,65% e continua com o custo mais elevado entre as cidades analisadas, totalizando R$ 3.125,36.
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São José dos Campos: Registrou a menor variação de queda (-0,12%), com o valor de R$ 2.839,27.
Consequentemente, a diferença do custo da cesta de Campos do Jordão em relação a Taubaté é de R$ 360,38 (13,03% mais cara). Segundo os analistas do NUPES, essa discrepância reflete fatores estruturais, como a barreira geográfica da serra e a dinâmica do turismo em Campos do Jordão, em contraste com a melhor infraestrutura rodoviária e maior concorrência comercial em Taubaté.
Impacto na Renda Familiar
Em razão de o valor do salário mínimo ter sido mantido no período, o comprometimento da renda familiar com a aquisição dos 44 itens da cesta caiu de 35,96% em julho para 35,58% em agosto. Em síntese, esse alívio abre margem no orçamento familiar para despesas essenciais como transporte, saúde e educação.
No entanto, no acumulado dos últimos 12 meses (agosto/2025 a agosto/2026), o custo médio da cesta na região ainda acumula uma leve alta de 0,99%.
Principais vilões e mocinhos do mês
O grupo de Alimentação, que representa 89,94% do peso total da cesta, puxou a retração ao registrar queda de -1,16%. Da mesma forma, o grupo de Limpeza Doméstica recuou -0,52%, enquanto Higiene Pessoal subiu +0,62%.
Maiores quedas:
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Batata Inglesa (-29,35%): Foi o principal destaque de queda. Isso ocorreu porque o clima firme acelerou e normalizou a colheita.
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Cebola (-15,07%): Reverteu a alta do mês anterior devido ao pico de colheita no Cerrado (Goiás e Triângulo Mineiro).
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Alface (-10,83%): Acompanhou a queda sazonal das folhosas graças à melhora das condições climáticas.
Maiores aumentos:
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Mandioca (+10,61%): Foi impactada pelo período de entressafra. Adicionalmente, a retenção por parte dos produtores reduziu a oferta no mercado.
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Mamão Formosa (+8,52%): Manteve a tendência de alta por causa do excesso de chuvas e da ocorrência de pragas em regiões produtoras.
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Fubá de Milho (+3,87%): Valorizou-se em função do aumento das exportações do grão e da maior demanda para a produção de etanol.
